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Escâdalo; MP pede afastamento de vereadores, presidente e tesoureiro da Câmara de Sousa

Um primo de um vereador foi nomeado ao cargo de assessor na Câmara Municipal de Sousa, mas nunca recebeu pagamento

26/03/2014 15:01

O Ministério Público de Sousa ajuizou, na manhã desta quarta-feira (26), uma ação civil pública contra o atual presidente da Câmara de Sousa, Eduardo Medeiros (PTB), o vereador Júnior de Nedimar (PSD), o ex-presidente da Câmara, Adilmar de Sá Gadelha (PSD), o atual tesoureiro da Câmara, Ulisses Firmino Cesarino e o ex-tesoureiro, Marcos José de Oliveira. Segundo o MP, todos os citados no processo estão envolvidos em um esquema de servidores “fantasmas” na Câmara Municipal de Sousa.

O vereador Júnior de Nedimar, que exerce seu 2° mandato na Casa Otacílio Gomes de Sá, havia nomeado para o cargo de assessor, o seu primo Marcos Antônio de Paiva Gadelha, que nunca prestou serviços e também não recebeu dinheiro da Câmara. Marcos Antônio só descobriu que era um funcionário fantasma após uma consulta no Sagres do Tribunal de Contas da Paraíba.

De acordo com o promotor Leonardo Quintans, as investigações concluíram que Marcos Antônio não assinou em nenhum dos recibos de pagamento da Câmara Municipal de Sousa, portanto não foi beneficiário dos pagamentos. De acordo com os dados do TCE, Marcos Antônio está como assessor especial do vereador Nedimar Júnior, desde janeiro de 2011.

O caso será julgado pelo Juiz Diego Guimarães na 4ª Vara do Fórum de Sousa. Se forem condenados, todos os envolvidos no esquema serão afastados do cargo e poderão responder pelo crime de improbidade administrativa.

O vereador, Júnior de Nedimar, pediu licença de suas funções. O suplente, Jucélio Marques (DEM), assumiu a vaga por 121 dias. Até o momento, Júnior de Nedimar não se pronunciou sobre o assunto.

Da Redação (com Diário do Sertão)