BESSA GRILL
Início » Destaque » Em discurso, Dilma pede ao Papa aliança para ‘combate à miséria’

Em discurso, Dilma pede ao Papa aliança para ‘combate à miséria’

23/07/2013 15:19
Em discurso de saudação ao papa Francisco, na segunda-feira, 22, no Rio, a presidente Dilma Rousseff pediu “uma aliança de solidariedade” em torno das ações de erradicação da fome e da miséria. O tema também foi tratado durante reunião privada de 15 minutos entre Francisco e a presidente.
Segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, Dilma tem a intenção de reunir líderes mundiais em torno de uma ação conjunta de combate à pobreza, em especial na África, assunto que teria sido discutido durante a reunião privada. “A ideia é transformar coincidência de posições em prática e fazer uma grande mobilização internacional, mas o formato ainda não existe. A ideia é criar mecanismos não assistencialistas, mas de autonomia do povo africano”, disse o ministro.
“A crise econômica desemprega e retira oportunidade de milhões pelo mundo afora e nos obriga a um novo senso de urgência para combater a desigualdade. A participação de Vossa Santidade agregaria mais condições para criar uma ampla aliança global de combate à fome e à pobreza, uma aliança de solidariedade”, discursou a presidente.
Ela citou discurso do papa de 16 de maio, em que ele manifestou preocupação com “as desigualdades sociais agravadas pela crise financeira” e com a “globalização da indiferença”. Dilma disse que a “estratégia de superação da crise não pode ser feita só com austeridade”.
A presidente fez referência aos protestos recentes no País e afirmou que as conquistas do Brasil “são só um começo” e ainda há muito a ser feito. “Sabemos que podemos encarar novos desafios e tornar nossa realidade cada vez melhor. Esse foi o sentimento que moveu, nas últimas semanas, centenas de milhares de jovens a irem às ruas. Democracia gera desejo por mais democracia, por inclusão social, por qualidade de vida”, discursou a presidente, que exaltou avanços no País “nos últimos dez anos”, em referência ao período o PT no poder federal. “Fizemos muito, e sabemos que há muito a ser feito. Nesse processo, temos contado com a profícua parceira com a Igreja.”
Dilma e o papa ficaram sozinhos no palco montado no jardim de inverno do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado. Depois dos discursos da presidente e do papa, ela apresentou ao pontífice 25 autoridades de sua comitiva.