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Em convenção estadual, ‘aliados’ do PSD defendem novas eleições

Com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, membros do partido que, em teoria, é de sustentação ao governo federal defenderam saída de Dilma

9/08/2015 08:36

 

A convenção estadual do PSD realizada em Belo Horizonte neste sábado (8) foi um retrato fiel do momento de crise que vive a base da presidente Dilma Rousseff. Com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, membros do partido que, em teoria, é de sustentação ao governo federal defenderam novas eleições presidenciais, inclusive, com o nome do próprio Kassab como sendo uma alternativa

PSD / Divulgação5c7suzfotr2apg4srzj0guajw

Convenção estadual do PSD ocorreu em Belo Horizonte, neste sábado

Enquanto o ministro Kassab afirmou que a legenda “dá apoio vigoroso a Dilma”, os deputados federais Marcos Montes e Diego Andrade fizeram questão de deixar claro que a bancada do PSD na Câmara é independente.

“Esse negócio de ser a favor ou contra o governo é muito relativo, não é questão de ser fiel, é questão de discutir com o governo propostas positivas”, disse Andrade, que foi reeleito presidente da sigla em Minas. Segundo ele, forçar o impeachment “é golpe”, mas em caso de eleições antes de 2018, “temos ótimos nomes como o Kassab”.

Para Montes, Dilma “executa um péssimo governo” que é fruto “de uma catástrofe que foi o Lula”. “O partido tem uma linha de atuação muito mais em prol do Brasil do que de um governo estabelecido”. O suplente do Senado Alexandre Silveira disse que apoia as manifestações contra Dilma Rousseff. “O partido precisa se aproximar desse sentimento das ruas que clama por uma administração nova”. Para Silveira, o impeachment deve ocorrer, mas promovido por uma ação do Judiciário.

Em tom que destoou dos correligionários, Kassab disse que “a democracia permite as divergências”. Segundo ele, o ajuste fiscal contou com o apoio do PSD. Questionado se tem atuado na articulação política para conter a infidelidade da base, ele disse que não participa da articulação. Mas, instantes depois, Diego Andrade disse que Kassab “dialoga sempre as decisões do governo”.

Desconfiança

Alexandre Silveira apostou em “um esvaziamento do Congresso em função da Lava Jato”. Já para Diego Andrade disse que o Congresso está contaminado. “Espero celeridade, porque se não a gente não sabe até que ponto as coisas estão sendo colocadas para votar por interesse próprio ou para tentar pressionar de alguma forma o governo para o processo de A ou de B não andar adiante”.

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