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Eduardo Cunha recebe 267 votos e é eleito presidente da Câmara dos Deputados

Deputado venceu adversários – Arlindo Chinaglia, Julio Delgado e Chico Alencar – com no primeiro turno da votação

1/02/2015 20:10

 

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) discursa durante sessão de votação para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) discursa durante sessão de votação para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara

Conforme o esperado, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, em votação realizada neste domingo (1º), no primeiro dia da nova legislatura. O legislador, que lançou sua candidatura em novembro, disputou o cargo com Arlindo Chinaglia (PT-SP), Julio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

Em uma votação que se esperava acirrada, chegando a um segundo turno que a levaria a durar longas horas noite adentro, no entanto, o resultado mostrou uma enorme tranquilidade para o peemedebista. Cunha venceu em primeiro turno, com 267 votos. Chinaglia obteteve 136; Delgado, 100; e Alencar, oito.

Desta forma, o partido com a maior bancada no Congresso, o PMDB, inicia a nova legislatura da mesma forma que encerrou a anterior: com a presidência do Senado Federal – Renan Calheiros foi reeleito neste domingo – e, agora, da Câmara dos Deputados.

Apesar de criticar a interferência do governo na campanha ferrenha pela presidência da Casa, Cunha ressaltou em seu discurso de vitória que não haverá retaliação do PMDB contra o PT, que comanda o Palácio do Planalto. “Estaremos sempre prontos, de portas abertas para o debate. E a campanha nos mostrou que temos de discutir dois pontos fundamentais para este país: a reforma política e o pacto federativo”, apontou.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), eleito em primeiro turno presidente da Câmara, reclamou de “interferência do Executivo” nas eleições deste domingo (1º). Entretanto, afirmou que não haverá reativação. “Não há da nossa parte nenhum julgo de retaliação ou coisa dessa natureza.”

Governo enfraquecido
A vitória acachapante de Cunha é um baque ao Palácio do Planalto, que – em um ano que se inicia com crise econômica e denúncias cada vez mais profundas de corrupção na Petrobras – se mobilizou para emplacar o nome de um candidato próprio, Chinaglia, para chegar à presidência da Casa e facilitar sua governabilidade.

Apesar das expectativas de Cunha e seus aliados de receber mais de 300 votos, o que levou à derrota do governo foi o baixíssimo número de votos recebidos por Chinaglia. A campanha do petista contava ter ao menos 180 votos.

www.reporteriedoferreira.com Fonte Ig