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Diferença entre Maduro e Capriles cai para 224 mil votos na Venezuela

Boletim do Conselho Nacional Eleitoral foi divulgado nesta 2ª feira (29). Novos dados incluem os votos dos venezuelanos que moram fora do país.

29/04/2013 19:03

A diferença entre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e seu adversário, o líder da oposição Henrique Capriles, na eleição presidencial de 14 de abril caiu de 272 mil para 224 mil votos (de 1,8 para 1,49%), de acordo com o último boletim do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) divulgado nesta segunda-feira (29).

Este último boletim inclui os votos dos venezuelanos que moram fora do país – grande parte espalhada pelos Estados Unidos, Espanha e Colômbia.

Ao todo, foram 57.992, dos quais 53.845 (93,13%) ficaram com Capriles, e 3.918 (6,77%), com o herdeiro político do falecido presidente Hugo Chávez.

Com esses últimos resultados, Maduro chega a 7.586.251 votos (50,61%), e Capriles, a 7.361.512 (49,12%).

Foi nos Estados Unidos que o governador do estado de Miranda (norte) teve sua melhor performance. Dos 18.658 votos emitidos nesse país, Capriles obteve 18.237 (97,85%), e Maduro conseguiu apenas 395 (2,11%). Na Espanha, a diferença também foi grande. Capriles levou 96,47% dos votos, e Maduro, 3,44%.

No pleito de 7 de outubro passado, Capriles foi derrotado por Chávez, com uma margem de 1,6 milhão de votos. Na ocasião, também teve um desempenho melhor no exterior, embora a vantagem tenha sido menor do que agora.

Dos 68.370 votos emitidos em outubro – quase 10 mil a mais do que em abril -, o opositor obteve 61.229 (90,54%), e Chávez, 5.716 (8,45%).

Capriles ainda não reconheceu o resultado das urnas e, nos próximos dias, entrará com um recurso no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

À esquerda, candidato Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez; à direita, candidato Henrique Capriles, de oposição (Foto: Raul Arboleda/Ronaldo Schemidt/AFP)À esquerda, Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez; à direita, Henrique Capriles, de oposição, nas eleições da Venezuela (Foto: Raul Arboleda/Ronaldo Schemidt/AFP)