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Deputado Jean Wyllys denuncia plano de retaliação de aliados de Cunha

14/11/2015 10:03

 

OMU6XYR-1O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) diz acreditar que a representação que o PSD decidiu abrir contra ele no Conselho de Ética da Câmara, em iniciativa para beneficiar o presidente da Casa, Eduardo Câmara (PMDB-RJ), tem como objetivo retaliar os cinco deputados da legenda, responsável pelo processo de cassação do peemedebista no Conselho de Ética. Em texto encaminhado ao Congresso em Foco, o deputado diz que o correligionário Chico Alencar (Psol-RJ), líder de bancada, é usado para que uma espécie de golpe não seja disfarçado por quem o pretende perpetrar.
Segundo Jean, a estratégia dos aliados de Cunha seria salvar a pele de Chico Alencar, também alvo de representação no Conselho de Ética, para que não ficasse configurada a situação que ele acredita estar em curso – a perseguição à diminuta, mas resistente, bancada do Psol. “Ao poupar o Chico, eles eliminam a acusação de retaliação ao Psol, e argumentam que eu fui sacrificado por motivos ‘justos’ (sendo que, na história do Congresso Nacional, ninguém jamais foi cassado por trocas de ofensas e acusações em plenário e nem mesmo por defender atrocidades como a tortura e o estupro, como o fez Bolsonaro, PP-RJ)”, escreve.

Para Jean, o perfil de Chico facilita a tarefa para os defensores do presidente da Câmara, ao passo em que o seu, de figura “polêmica” e homossexual assumido, incomoda e dá margem a reações. “Chico faz a linha “católico boa praça” que se dá bem com todos lá na Câmara. Chico, apesar de ser socialista e de esquerda, é um macho alfa; divide, com eles, os comentários sobre futebol e mulheres no cafezinho da Câmara. A própria imprensa, por todos esses motivos, deu o devido tratamento à representação contra o Chico: retaliação “diabólica” e “bizarra” por parte de Cunha e seus asseclas”, observa Jean, criticando a postura da imprensa em relação ao assunto.

“A diferença de tratamento por parte da imprensa é evidente: nas primeiras matérias, o elemento da retaliação e intimidação está ausente, ao contrário do que aconteceu no caso do Chico. Pelos motivos descritos acima, a imprensa tende a reduzir a representação a um mero entrevero entre deputados que se ofenderam em público, eliminando o contexto que o produziu”, reclama o deputado fluminense.

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