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Copa do Mundo; Final mais repetida, Alemanha e Argentina lutam contra jejum e buscam a glória

Maracanã verá primeiro europeu campeão nas Américas ou nova festa de país vizinho 64 anos depois

13/07/2014 09:48

São duas das mais pesadas camisas do futebol mundial. Camisas que vão decidir uma terceira Copa do Mundo, algo inédito. Camisas que desde seus últimos encontros em finais (1986 e 1990) passaram longe das glórias. Mas neste 13 de julho, o Maracanã, a meca do futebol mundial, verá uma delas deixar para trás esse jejum. Alemanha e Argentina duelam por uma estrela a mais em suas camisas cheias de história. E o perdedor não deixará de ser gigante.

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Alemães e argentinos perfilados para o hino nacional de cada país, na decisão de 1990

 

O jejum de títulos em Copas é parecido. A Alemanha não leva a Copa há 24 anos, quando fez 1 a 0 na Argentina em Roma. Quatro anos antes, na Cidade do México, foi a Argentina que prevaleceu: 3 a 2. No cenário continental a fila também é longa. Os alemães não ganham a Eurocopa desde 1996 e os argentinos estão na espera por um título da Copa América desde 1993. É muita coisa em jogo, amigo.

A Alemanha luta pra ser a primeira seleção europeia a vencer uma Copa do Mundo no continente americano. Nas outras sete (1930, 1950, 1962, 1970, 1978, 1986 e 1994) o campeão sempre foi uma seleção sul-americana. A Argentina conquistou suas duas por essas bandas, uma em casa (1978) e uma no México (1986).

Para repetir a façanha de 28 anos atrás, os argentinos contam com um novo camisa 10 fora de série. Lionel Messi reconduziu sua seleção à condição de pleiteante ao título, algo inédito desde o último encontro numa final contra a Alemanha. Era Maradona o nome daquela seleção. Os milhares de argentinos que tomaram o Rio de Janeiro para a final esperam alçar Messi à mesma condição.

A Alemanha reunificada ainda não teve sua glória em Copas. Sua vitória em 1990 veio três meses antes do fim do lado oriental, ainda que o Muro de Berlim tenha sido derrubado em 1989. Agora, em 2014, um novo país pode saborear uma vitória sem um muro, real ou imaginário, para dividi-los.

Getty Images

Diego Maradona, em lance contra a Alemanha em 1986. Argentina saiu campeã no México

 

Em 2014, invictas e donas de defesas sólidas até aqui (alemães sofreram quatro gols e os argentinos, três), Alemanha e Argentina fizeram campanhas merecedoras da condição em que estão. A Argentina venceu seus cinco primeiros jogos sem brilhantismo, mas quando a corda apertou, Messi estava lá para salvar o time com gols ou com passes. Na semifinal, talvez com sorte de campeão, passou pela Holanda nos pênaltis.

A Alemanha não encontrou seu melhor futebol coletivo na primeira fase, mas passou bem pelo seu grupo, ainda que com um empate com Gana. Nas oitavas sofreu contra a Argélia e nas quartas, com uma mudança de posicionamento do time, passou pela França jogando bem. Contra o Brasil, na semifinal, o jogo coletivo e entrosamento de anos prevaleceu contra uma seleção remendada sem seus principais jogadores.

Será com a base de seus times que venceram as semifinais que Löw e Sabella vão escalar seus jogadores para a grande decisão. Não há segredo, mas há uma grande certeza: o Maracanã verá a história das Copas ganhar um novo capítulo em seu gramado pela segunda vez.

FICHA TÉCNICA – ALEMANHA x ARGENTINA

Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Horário: 16h
Data: 13 de julho de 2014, domingo
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani, ambos da Itália

Prováveis escalações

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Hummels, Boateng e Höwedes; Khedira, Schweinsteiger, Kroos e Özil; Müller e Klose. Técnico: Joachim Löw

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Enzo Pérez (Dí Maria); Messi, Lavezzi e Higuaín. Técnico: Alejandro Sabella

 Por Ig