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Catolé do Rocha; Denúncia pode levar Ministério Público a fiscalizar e fechar Boate

16/07/2013 13:10

catolé rocha

 

Funcionamento suspeito em um Restaurante e Boite, que funcionam em um prédio Empresarial, localizado na Praça José Sérgio Maia,nº 87 no Centro da Cidade de Catolé do Rocha, no alto Sertão da Paraíba, vem provocando revolta em  várias pessoas radicadas na Cidade, principalmente integrantes de  um Grupo de Religiosos  que  defendem a família.

 

jovem adolescenteComentários generalizados, que inclusive vem respingando na Capital Paraibana, dão conta de que no respectivo prédio funciona Restaurante, Pizzaria IceBerg, Chopperia e Baites San Raws, esta Boite funciona no subsolo do prédio, em um local bastante isolado. Os comentários é que jovens adolescentes, tanto da Cidade como do interior e até de outros Estados, frequentam o ambiente. No  que se refere a bebidas alcoólicas, não existem qualquer critério de venda, já que a lei é  clara, quando diz que é proibido a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos.

Segundo a denuncia, o fato já foi levado ao conhecimento do empresário Iolanda Diniz Araújo,proprietário dos estabelecimentos, mas, nenhuma providência  foi tomada. Visando evitar que os comentários desairosos contra o município não continuem campeando em outros Estados, esse grupo religioso pensa em provocar o Ministério Público, elaborando documentos e narrando todos os fatos que vem acontecendo diante de toda Sociedade de Catolé do Rocha.

Matéria Públicada na Gazeta da Paraíba,em 17.05.2013

PB conta 349 casos de violência sexual contra crianças

Dados, do Disque 100, compreendem o período de janeiro a abril de 2013.

Pelo menos 349 crianças e adolescentes foram vítimas de algum tipo de violência sexual na Paraíba entre os meses de janeiro e abril deste ano. Os dados são do Disque 100, serviço coordenado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos para proteger crianças e adolescentes com foco na violência sexual. Os abusos sexuais aparecem em primeiro lugar, com 256 denúncias. As cidades paraibanas que mais registraram esse tipo de crime contra crianças e adolescentes foram João Pessoa, com 20,31% das denúncias recebidas, Campina Grande, com 16,67%, e Santa Rita, na Grande João Pessoa, com 4,77%.

Denúncias de exploração sexual aparecem logo em seguida, com 85 casos sob investigação. O oficial da Promotoria da Criança e do Adolescente, Rogério Antunes, explica que as pessoas ainda não têm uma noção muito clara da diferença entre abuso e exploração sexual.

“A diferença básica é que, na exploração sexual, os crimes contra crianças e adolescentes beneficiam alguém. Alguém está ganhando dinheiro com esse absurdo. Já no abuso sexual há apenas alguém que violenta uma criança ou um adolescente apenas sob o ponto de vista sexual, não recebe vantagens financeiras”.

O levantamento feito pelo Disque 100 revela ainda que na Paraíba estão sob investigação dois casos de pornografia infantil. Já o uso indevido de imagem de criança ou de adolescente nas redes sociais que está sob investigação no estado é apenas um.

“No entanto, acreditamos e diria até que temos certeza de que o número de crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de violência sexual é muito maior. Isso porque mesmo com as campanhas, o número de pessoas que se sentem à vontade para denunciar ainda fica abaixo das expectativas”, pontuou Rogério Antunes.

Não há dados disponíveis sobre igual período do ano passado para efeito comparativo. “Nós passamos a fazer parte do sistema em agosto de 2012. Alguns dados desse período foram perdidos e não foi possível fazer cópia”, acrescentou o oficial da Promotoria da Criança e do Adolescente.

“Com as  campanhas que temos feito, não temos dúvidas de que o número de denúncias aumentou. Não significa dizer que o número de crianças e adolescentes vítimas de algum tipo de violência sexual aumentou. Significa dizer que o número de denúncias aumentou”, enfatizou Rogério Antunes.

Depois de feitas ao Disque 100, todas as denúncias são encaminhadas para a comarca da cidade onde ocorreu a suposta violência sexual em um prazo de 24 horas. No entanto, a prioridade do recebimento da denúncia é dada ao Conselho Tutelar. “Todos esses casos referentes à Paraíba estão sob investigação, o que já é um avanço significativo no combate a esse tipo de crime, geralmente praticado por pessoas muito próximas das vítimas, o que torna a situação ainda mais absurda”, afirmou Rogério Antunes.

‘Violência sexual deixa sequelas inevitáveis’, diz pedagoga
A pedagoga do Centro da Mulher 8 de Março, órgão que faz parte da Rede Interestadual de Enfrentamento ao Abuso e Exploração de Criança e Adolescente (Redexi), Lúcia Gabriel de Oliveira, explicou que uma das mudanças mais perceptíveis no comportamento de crianças que sofreram algum tipo de violência sexual é o silêncio.

“As vítimas de violência sexual, principalmente as crianças, tendem a ficar meio que indiferentes ao mundo. Se antes era extrovertida, passa a adotar um comportamento mais contido, como se estivesse a esconder algo, que na verdade está. Violência sexual deixa sequelas inevitáveis”, afirmou.

Outra consequência também perceptível é a queda no rendimento escolar. “A criança passa a ter um rendimento escolar bem abaixo do que vinha sendo registrado. Um sinal significativo para que os pais e responsáveis fiquem atentos e comecem a observar em pequenos detalhes que muitas vezes revelam esse grande crime, que é a violência sexual contra crianças e adolescentes”, alertou a pedagoga.