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Candidato governista, Efraín Alegre, assume derrota no Paraguai

Candidato Colorado à presidência teria 50,8% dos votos em boca de urna. Resultado da eleição deve ser divulgado às 21h.

21/04/2013 21:28

 

O candidato governista à Presidência do Paraguai, Efraín Alegre, assumiu na noite deste domingo (21) sua derrota contra o do opositor Partido Colorado, Horacio Cartes.

Meia hora antes do anúncio previsto de resultados preliminares oficiais do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Alegre falou à imprensa e se referiu a uma vantagem de 5 a 7 pontos de Cartes sobre ele.

“Fizemos um esforço extraordinário. Não foi possível” vencer, admitiu o liberal.

O resultado oficial ainda não foi divulgado.

Entretanto, pesquisas boca de urna dão vitória ao candidato do Partido Colorado à presidência, Horacio Cartes, de acordo com a imprensa local.

Segundo pesquisa do First Analisis y Estudios, Cartes teria alcançado 50,8% dos votos contra 37% do candidato do Partido Liberal, Efrain Alegre. Já a pesquisa boca de urna do Institute for Communication and Art dá vitória para Cartes com 53,5% dos votos contra 32,6% de Alegre.

Simpatizantes do Partido Colorado saem nas ruas de Asunción, no Paraguai, para comemorar vitória de Horacio Cartes na boca de urna das eleições presidenciais (Foto: AFP)Simpatizantes do Partido Colorado saem nas ruas de Asuncion, no Paraguai, para comemorar vitória de Horacio Cartes na boca de urna das eleições presidenciais (Foto: AFP)

As seções eleitorais do Paraguai encerraram a votação para definir o novo presidente do país às 16h locais (17h no horário de Brasília) neste domingo (21).

A previsão é que a partir das 20h locais (21h no horário de Brasília) o resultado das eleições seja divulgado, de acordo com o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) do Paraguai.

Horacio Cartes, candidato do Partido Colorado, exibe dedo com tinta após votar nas eleições presidenciais neste domingo (21) (Foto: Jorge Adorno/Reuters)Horacio Cartes, candidato do Partido Colorado, exibe dedo com tinta após votar nas eleições presidenciais neste domingo (21) (Foto: Jorge Adorno/Reuters)

Locais de votação que ainda apresentam filas atenderão os eleitores até que todos que aguardam possam votar, de acordo com o TSJE. O órgão disse à agência France Presse que entre 65% e 70% dos eleitores paraguaios votaram neste domingo.

Cerca de 3,5 milhões de paraguaios devem ir às urnas para escolher também o novo vice-presidente, membros do Congresso bicameral e as autoridades departamentais para os próximos cinco anos.

Os paraguaios votam neste domingo para decidir se o partido conservador Colorado retorna ao governo que ocupou durante décadas, ou se o Partido Liberal mantém o poder que veio menos de um ano após a queda do presidente Fernando Lugo.

O Colorado Horacio Cartes, um empresário controverso de 56 anos e novato na política, tem liderado as pesquisas contra o seu principal adversário, o ex-ministro de Obras Públicas Efrain Alegre.

Um eventual triunfo de Cartes devolveria o poder aos colorados, que deixaram o comando do país em 2008 depois de 60 anos, quando uma coalizão de centro-esquerda liderada pelo ex-bispo católico Fernando Lugo os derrotou em uma alternância histórica no Paraguai.

Ex-ministro de Obras Públicas Efrain Alegre durante votação em Assunção (Foto: Norberto Duarte/AFP)Ex-ministro de Obras Públicas Efrain Alegre durante votação em Assunção (Foto: Norberto Duarte/AFP)

Lugo deveria deixar a presidência em 15 de agosto deste ano, mas foi destituído por um impeachment deixando o governo nas mãos do seu vice, o líder do Partido Liberal, Federico Franco, e o país isolado em termos diplomáticos até a eleição.

Alegre, que como senador liberal votou a favor da saída de Lugo, daria continuidade à gestão iniciada por Franco.

Os candidatos concluíram na quinta-feira a campanha de fogo cruzado, em que Alegre acusou seu rival político de ter ligações com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, enquanto Cartes denunciou o concorrente de suposta apropriação indevida de fundos, quando ele era ministro, e de ter pago pelas alianças eleitorais com recursos públicos.

Ambos negaram as acusações.

“Para mim, todos eles são iguais, os Colorados, os liberais, o pessoal do Lugo. Eu costumava ter fé nos políticos, mas agora não mais. Aqui o que é necessário é trabalho e prometem tudo, mas ninguém lhe dá nada”, disse Benitez Evelia, um vendedor de rua de 38 anos que disse que estava indecisos sobre em quem votar.

G1