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Bernardinho revela tumor maligno no rim

Bernardinho revela câncer e diz que retirou tumor maligno após o Mundial

19/12/2014 13:57

bernadinhoBernardinho passou por uma situação delicada após o Campeonato Mundial de Vôlei Masculino, em agosto, na Polônia. O problema, entretanto, não foi ter perdido a final para os donos da casa. O treinador da seleção brasileira e do time feminino do Rexona-Ades revelou, em entrevista à revista Veja, ter retirado um tumor maligno no rim.

– Extirpei o tumor e estou aparentemente bem. A cirurgia completou três meses. Fico ruminando essa história, porque há um ano e dez meses não tinha problema de saúde. Mas a irresponsabilidade vai te maltratando e maltratando. O médico do Hospital Sírio-Libanês que me atendeu disse assim: “O que tirei do seu corpo é uma metáfora do que deve ser ex­traído do país”. A sensação que tenho hoje é essa mesmo: tudo o que está acontecendo com o vôlei é uma pequena célula doente de um organismo. Pode haver mais – disse o técnico, que descobriu o câncer após exame de rotina.

Além dos problemas de saúde, Bernardinho, muito explosivo à beira da quadra, comentou também sobre os escândalos na Confederação Brasileira de Voleibol e que resultou no fim do patrocínio do Banco do Brasil, que estava com a entidade desde 1991.

– O vôlei é um esporte lindo. Dediquei boa parte da minha vida a uma causa e, com base em todas essas evidências de corrupção, posso dizer que algumas pessoas se beneficiaram de um trabalho honesto. É um grupo, não foi apenas o Ary Graça. Mas em 2012, quando soube que ele estava pleiteando a candidatura à presidência da Federação Internacional, fui ao seu gabinete pela primeira vez e disse: “Doutor Ary, o senhor hoje dirige a maior confederação esportiva do país fora o futebol. Quebre esse sistema de poder, profissionalize esse sistema”. Ele dirigia uma “empresa” com 100 milhões de reais anuais de faturamento e tinha muito que fazer ainda no esporte brasileiro. Ele não me deu ouvidos – contou.

A Controladoria Geral da União (CGU) detectou erros em 13 contratos, que, juntos, somam R$ 30 milhões em pagamentos feitos entre 2010 e 2013 pela CBV com verba do banco estatal.Entre outros assuntos, Bernardinho também admitiu que chegou a pedir demissão em 2013 do cargo de treinador da seleção brasileira quando soube de problemas de corrupção. Mesmo permanecendo à frente da equipe nacional, o comandante revelou tristeza.