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Assassinatos crescem 50% após Operação Esqueleto; polícia não crê em represália

27/09/2012 19:46

 

Alguns presos já foram transferidos para presídios (Crédito: Aguinaldo Mota)

A Operação Esqueleto, desencadeada pela polícia paraibana já prendeu quase 50 pessoas na região metropolitana de João Pessoa e até em municípios de outras regiões do Estado. Mas isso não vem inibindo a ação dos bandidos que após a realização do trabalho policial, somente no bairro de Mandacaru, em apenas um dia, quatro pessoas foram assassinadas. Logo após a operação, as autoridades informaram que o bando preso era responsável por 60% dos homicídios praticados na região metropolitana da Capital.

Porém, os números levantados pela reportagem do Portal WSCOM revelaram que número de homicídios registrados uma semana após a deflagração da operação não caíram, pelo contrário tiveram um aumento de mais de 50%. Mesmo diante dos dados, o delegado Cristiano Jacques, do Grupo de Operações Especiais – GOE que comandou a Operação Esqueleto disse não acreditar que os bandidos agiram em represália ao trabalho da Polícia.

“Vamos continuar investigando e prender quem for identificado como envolvido em assassinatos, tráfico de drogas ou qualquer outro tipo de crime”, enfatizou o delegado.

Do dia 19 até o dia 26 – uma semana após a realização da operação o Centro Integrado de Operações Policiais – CIOP registrou 14 homicídios na região metropolitana de João Pessoa, sendo que o bairro de Mandacaru contabilizou três, mesmo número de homicídios em Santa Rita.

Seguido do bairro do Valentina Figueiredo com 2 e com uma ocorrência os bairros do Ernesto Geisel, Mangabeira (Jacarapé) e ainda centro da Capital, Conde e Cabedelo com dois assassinatos.

Na semana anterior, foram registrados nove homicídios, tendo o bairro de Mandacaru com dois crimes, mesmo número em Santa Rita. Com uma ocorrência os bairros de Jaguaribe, Mangabeira, Cruz das Armas e Centro.

Os presos na operação Esqueleto são acusados de homicídios, tráfico de drogas e até mesmo de esquartejamentos de algumas vítimas. “Eles agiam com extrema crueldade. Eles pertencem a facção criminosa “alqaeda” que inclusive tinha pessoas recolhidas em presídios que escolhiam as vítimas ordenando as execuções.

Durante coletiva cúpula da Segurança explica operação (Crédito: Aguinaldo Mota)

Cristiano Jacques disse que a polícia não para e por conta disso já prendeu outros envolvidos com a quadrilha. “Estamos intensificando as ações e temos mais gente para ser preso”, esclareceu.

O delegado fez questão de informar que mesmo com a prisão desse grupo a criminalidade não vai acabar, mas inibe a ação da bandidagem.

Entre os presos na operação está um sargento da Polícia Militar. O policial era apontado como homem de confiança da quadrilha apontada como responsável por dezenas de assassinatos e agia de forma violenta, inclusive com esquartejamento das vítimas.

No final da semana passada o GOE prendeu mais um casal acusado de pertencer a facção criminosa. Davi da Costa Oliveira e Andréa Pereira de Sousa, conhecida como “Nega” estavam com mandados de prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Criminal da cidade de Santa Rita, pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico.

Jaques adiantou que Davi foi preso à tarde, no Terminal Rodoviário de João Pessoa, já embarcado em um ônibus que iria para o estado do Ceará, enquanto ‘Nega’ foi presa em Santa Rita. O delegado comentou que as investigações podem resultar em mais mandados de prisão solicitados à Justiça, em breve.

Da redação