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Análise: Cícero diz não à vida pública deixando o PSDB à deriva em JP

6/05/2019 22:57

“Eu recomendo aos jovens: envelheçam depressa, deixem de ser jovens o mais depressa possível…” A frase partiu do teatrólogo, jornalista e romancista Nelson Rodrigues, cujo contexto pode ser aplicado em formas didáticas variadas, em faixas etárias diversas, inclusive na maturidade.

Notadamente, para os mais velhos a frase é perfeita, quando são tentados por situações que exijam mais cérebro que coração. A prudência arrefece o “ímpeto romântico jovial”, pondo a lógica dos anos vividos à frente de projetos e desejos, inclusive, as vaidades.

E assim enxergo o ex-senador e ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, que figura o generalato do PSDB paraibano. Aquele senhor sorridente, muito cumprimentado, e até idolatrado nas hostes tucanas, sepultou as chances dos “plumados” que torciam por sua volta à vida pública.

O ato do “NÃO” foi dito no último domingo, quando os peessedebistas formataram a convenção estadual do partido, pondo o deputado federal Pedro Cunha Lima como presidente estadual da legenda.

Discursos inflamados e deselegantes ali, palmas e palavras de ordens acolá, Cícero Lucena, primo do saudoso Humberto Lucena, senador que fez história ao presidir o Senado Federal à época da Assembleia Nacional Constituinte, fez-se passivo e tranquilo. Ele sabia e sabe que sua hora já passou. Galgou cargos importantes e alguns dissabores.

Em 1994, com o afastamento de Ronaldo Cunha Lima para candidatar-se ao Senado, Cícero Lucena assumiu o governo do estado para o restante do mandato. Com 37 anos de idade, tornou-se o governador mais jovem a assumir o Executivo paraibano.Prefeito por duas vezes consecutivas da capital, o “caboquinho”, como era conhecido por seus correligionários ante seu modo simples de se vestir, até os dias de hoje conserva um “cabedal” político muito forte em João Pessoa

Forte o suficiente para um embate político entre a sua pessoa e a do ex-governador Ricardo Coutinho em 2020. Um embate de “titãs”.  Com toda certeza a disputa para a prefeitura de João Pessoa ficaria equilibrada. Mas estou a falar no “Mundo das Idéias”.

Sem Cícero Lucena no páreo, e caso o Mago emplaque sua postulação, em dias atuais os que pleiteiam o Executivo pessoense devem costurar, e muito, suas respectivas colchas de retalho até conseguir uma densidade eleitoral  que se aproxime do velho “caboco”. O que é difícil, claro!

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