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Acusado de matar professora universitária na PB vai a júri popular

Gilberto Lyra Stuckert Neto se apresentou no dia 5 de março à Justiça. Em audiência, ele foi pronunciado por homicídio triplamente qualificado.

22/04/2013 18:55

briggidalourenco01O fotógrafo Gilberto Lyra Stuckert Neto vai a júri popular ser julgado pela morte da ex-companheira, a professora Briggida Lourenço, assassinada em junho de 2012. A decisão foi tomada durante a audiência de instrução do caso, que aconteceu nesta segunda-feira (22) no Primeiro Tribunal do Júri de João Pessoa.

Segundo a promotora Artemise Leal, o réu foi pronunciado por homicídio triplamente qualificado, conforme tinha requerido o Ministério Público. “É triplamente qualificado primeiro pelo motivo torpe, que foi vingança, depois pelo meio cruel, que foi asfixia, e por último pelo recurso, que dificultou a defesa da vítima”, comentou a promotora.

O acusado se apresentou no dia 5 de março à Justiça. A promotora Artemise Leal explicou que ainda não existe data para o júri popular, mas que deve acontecer ainda este ano.

Nesta primeira audiência, foram ouvidas 16 testemunhas, sendo oito da acusação e oito da defesa, além do próprio réu.

Entenda o caso
No dia 19 de junho de 2012, a professora Briggida Rosely, de 28 anos, foi encontrada morta dentro do próprio apartamento em João Pessoa.  Ela foi achada  por vizinhos com sinais de estrangulamento. O inquérito foi concluído no início de julho e a polícia aponta o ex-companheiro da vítima, Gilberto Lyra Stuckert Neto, como único suspeito do crime. Ele só se apresentou à polícia em março passado, nve meses depois do crime.

Quando o crime aconteceu, o acusado ligou para a mãe da vítima. “Ele estava chorando e disse que tinha feito uma besteira. Ele disse que ia se matar”, contou  Roselma Azevedo, mãe de Bríggida. Em entrevista concedida no dia 21 de junho à reportagem da TV Cabo Branco, o pai do suspeito, o fotógrafo e professor Gilberto Stuckert Filho, disse que o filho deveria se entregar para responder na Justiça por seus atos.

“Eu não sou disso, tenho até uma história nesta cidade. Eu sou homem conhecido na cidade, sou um escritor e tenho três livros lançados sobre a história da Paraíba. Ele me ajudou muito. Meu pai e meu avô, a gente tem uma história nessa cidade. Nós não somos pessoas de má índole”, explicou.