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Série de explosões atinge mercado e mata dezenas de pessoas na China

Segundo agência de notícias oficial, mais de 30 pessoas morreram. Ocupantes de dois veículos teriam lançado explosivos na rua.

22/05/2014 10:54

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Policiais montam guarda perto do local da explosão, no centro de Urumqi (Foto: Cao Zhiheng/AP Photo)
Policiais montam guarda perto do local da explosão, no centro de Urumqi (Foto: Cao Zhiheng/AP Photo)

Ao menos 30 pessoas morreram e 90 ficaram feridas em uma série de explosões registradas em um mercado da cidade de Urumqi, capital da província de Xinjiang, no noroeste da China nesta quinta-feira (22), segundo informações da agência oficial ‘Xinhua’.

O incidente ocorreu às 7h50 locais (20h50 de Brasília da quarta-feira), quando dois veículos atropelaram várias pessoas que estavam no mercado e seus ocupantes lançaram vários explosivos na rua. Um dos veículos também explodiu, segundo a ‘Xinhua’. A polícia isolou a área e os feridos foram transferidos para um hospital próximo.

Os internautas publicaram fotos do incidente nas redes sociais mostrando vários feridos no chão e pessoas ajudando os atingidos. Outras mostram uma densa coluna de fumaça por trás de um bloco de edifícios e um incêndio na rua do mercado.

A região de Xinjiang é cenário frequente de enfrentamentos entre as autoridades e grupos extremistas, muitos deles dirigidos por membros da etnia uigur (uma das majoritárias do local) que reivindicam a independência dessa região com o nome de “Turquestão Oriental”.

No dia 30 de abril, um ataque com facas em uma estação de trem da mesma cidade causou a morte de três pessoas, entre elas dois dos responsáveis pelo incidente, e também deixou 79 feridos.

Outro atentado parecido aconteceu no dia 1º de março, quando 33 pessoas morreram (entre elas quatro dos responsáveis pelo ataque) e mais de 140 ficaram feridas na estação ferroviária de Kunming, no sul da China.

A província de Xinjiang, situada na fronteira com Afeganistão e Paquistão, é povoada por várias etnias muçulmanas ligadas aos povos da Ásia Central, como os uigures e, segundo o governo chinês, nela operam grupos terroristas ligados à Al Qaeda.

No entanto, grupos uigures no exílio acusam Pequim de usar o terrorismo como desculpa para reprimir a religião e a cultura de seu povo.

 

G1