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Rússia anuncia exercícios de guerra após acusar Ucrânia de complô

15/08/2016 00:56

Putin acusou Ucrânia de enviar terroristas à Crimeia.
Região foi anexada por Moscou em 2014.

O presidente russo, Vladimir Putin, se reúne nesta quinta-feira (11) com membros do Conselho de Segurança para discutir medidas na Crimeia (Foto: Sputnik/Kremlin/Alexei Druzhinin/via REUTERS)
O presidente russo, Vladimir Putin, se reúne nesta quinta-feira (11) com membros do Conselho de Segurança para discutir medidas na Crimeia (Foto: Sputnik/Kremlin/Alexei Druzhinin/via REUTERS)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, convocou seu conselho de segurança e a Marinha russa e anunciou exercícios de guerra no Mar Negro um dia depois de acusar a Ucrânia de tentar provocar um conflito por causa da Crimeia, região que Moscou anexou em 2014.

O líder russo reuniu o alto escalão dos militares e da inteligência nesta quinta-feira (11) e analisou “conjunturas para medidas de segurança de contraterrorismo ao longo da fronteira terrestre, na costa e no espaço aéreo da Crimeia”, disse o Kremlin.

A postura beligerante aumentou os temores ucranianos de que a Rússia possa planejar uma intensificação nos combates de uma guerra entre Kiev e separatistas pró-Rússia do leste que arrefeceu graças a um processo de paz frágil.

Em uma de suas maiores demonstrações de retórica agressiva contra Kiev desde o auge da guerra dois anos atrás, Putin prometeu adotar contramedidas em retaliação à Ucrânia, que acusou de enviar sabotadores para a Crimeia para realizar atos terroristas.

A Ucrânia classificou as acusações de falsas e disse que elas parecem um pretexto para a Rússia acentuar as hostilidades. Tal escalada poderia ser usada por Putin para exigir termos melhores no processo de paz com a Ucrânia ou para atiçar paixões nacionalistas em casa antes das eleições parlamentares do mês que vem.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse ter ordenado que todas as unidades de seu país próximas da Crimeia e no leste da Ucrânia fiquem em máxima prontidão de combate. Ele pediu ao seu ministro das Relações Exteriores que consiga uma conversatelefônica com Putin, com líderes da França e da Alemanha, com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

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