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Oposição protesta em Buenos Aires contra reforma judicial

Manifestação reúne diversos grupos opostos ao governo Kirchner. Presidente promove no Congresso uma reforma do Poder Judiciário.

19/04/2013 06:30

Milhares de opositores ao governo da presidente Cristina Kirchner, convocados por partidos e pelas redes sociais, realiza na noite desta quinta-feira (18), em Buenos Aires, uma passeata em direção à Praça de Maio, para protestar diante da Casa Rosada contra a polêmica reforma judicial.

‘Na Justiça não se mexe’, ‘Todos somos vítimas’, ‘Julgamento e castigo para os corruptos’, ‘Julgamento político para CFK (Kirchner)’, diziam os cartazes carregados pela multidão.

O protesto reúne diversos grupos opostos ao governo, que vão desde sindicatos ligados à CGT, liderados por Hugo Moyano, ex-aliado de Kirchner, até setores da direita, passando pelos socialistas. Muitos manifestantes bateram panelas, uma forma de protesto que se transformou em símbolo de rejeição ao governo.

Manifestantes seguram bandeira argentina durante marcha contra governo da presidente Cristina Kirchner (Foto: Victor R. Caivano/AP)Manifestantes seguram bandeira argentina durante marcha contra governo da presidente Cristina Kirchner (Foto: Victor R. Caivano/AP)

‘Se a Justiça for dependente do poder deixará de ser Justiça. Há muito tempo que este governo tenta isto’, advertiu o prefeito de Buenos Aires (direita) e um dos líderes da oposição, Mauricio Macri, ao convocar seus partidários para a manifestação na capital argentina.

Entre os casos de corrupção que investiga a Justiça está a morte de 51 pessoas em 2012, em um acidente ferroviário na região de Buenos Aires, no qual estariam envolvidos altos funcionários por graves irregularidades na administração dos trens.

Reunidos na esquina das avenidas Callao e Santa Fé, no coração do Bairro Norte, de classe média alta, os ativistas cantaram o hino nacional e abriram uma enorme bandeira argentina com uma faixa negra em sinal de luto.

Kirchner promove no Congresso a reforma do Poder Judiciário que estabelece, entre outras mudanças, o voto popular para eleger 7 dos 19 membros do Conselho da Magistratura, que designa e remove os juízes.

A oposição afirma que a medida é destinada a controlar o Poder Judiciário e impedir a existência de magistrados independentes do Poder Executivo.

G1