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Operação de Chávez para retirar câncer foi um ‘sucesso’, diz vice

Líder venezuelano já está no quarto, segundo Nicolás Maduro. Presidente está em Havana, Cuba, para o tratamento.

12/12/2012 08:20

A operação para retirar um câncer realizada nesta terça-feira no presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi um “sucesso”, revelou o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em pronunciamento nacional no rádio de na televisão.

“Queremos agradecer todo o amor, o puro amor (…) para que esta operação terminasse corretamente e fosse bem sucedida”, disse Maduro, precisando que Chávez já está no quarto em um hospital de Cuba.

“O Comandante Chávez já está no quarto, iniciando o tratamento especial”. Agora, o presidente começa a fase de pós-operatório, que vai durar “vários dias”, acrescentou Maduro. O procedimento durou cerca de 6 horas, segundo o vice-presidente.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é recebido por seu colega cubano, Raúl Castro, nesta segunda-feira (10), ao chegar a Havana. A foto divulgada nesta terça pelo jornal estatal cubano 'Granma' (Foto: AP)O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é recebido por seu colega cubano, Raúl Castro, nesta segunda-feira (10), ao chegar a Havana. A foto divulgada nesta terça pelo jornal estatal cubano ‘Granma’ (Foto: AP)

Ansiedade
Os venezuelanos esperavam ansiosos por notícias da saúde de Chávez, que colocou em risco sua permanência no governo e paralisou a política no país. O presidente venezuelano, de 58 anos, voltou a Cuba para a quarta operação desde meados de 2011, depois que uma terceira recorrência de câncer foi descoberta na região pélvica.

Autoridades do governo venezuelano vêm aparecendo na TV estatal para prometer lealdade a Chávez, mas não deram detalhes de sua condição, que é tratada quase como um segredo de Estado.

Nomeação
Chávez nomeou o vice-presidente e ministro das Relações Exteriores, Nicolás Maduro, como sucessor para liderar a sua revolução socialista e submeter-se às urnas caso ele esteja incapacitado.

Maduro, de 50 anos, um ex-motorista de ônibus e ativista sindical, não tem o carisma e o talento político de seu chefe, mas representaria a continuidade das políticas caso ele tenha que assumir.

A nomeação de Maduro, no entanto, irritou alguns na oposição da Venezuela, que dizem que os eleitores –e não Chávez– irão decidir quem o sucederá se uma eleição for realizada no prazo de 30 dias de sua saída do cargo, como manda a Constituição. “A Venezuela não é uma monarquia com um príncipe como herdeiro”, disse o líder de oposição Antonio Ledezma.

Se for realizada uma eleição, o candidato da oposição Henrique Capriles, que perdeu para Chávez em uma eleição presidencial em outubro, mas obteve o recorde de 6,5 milhões de votos para a oposição, poderia ter uma segunda chance de chegar ao poder.

Os problemas de saúde de Chávez provocaram um rali nos bônus da Venezuela, dada a preferência de muitos investidores por um governo mais favorável aos negócios em Caracas.

A saga da saúde mais uma vez ofuscou as grandes questões nacionais, tais como as eleições estaduais no domingo, uma desvalorização amplamente esperada da moeda bolívar e uma anistia proposta para presos e inimigos políticos exilados de Chávez.

Maduro, um socialista comprometido que abraçou as visões de Chávez no cenário internacional nos últimos seis anos, indicou que ele seguiria as suas políticas, incluindo o controle pesado do Estado sobre a economia.

“Controles de câmbio têm funcionado bem, e sim podem ser melhorados, vão ser melhorados”, disse ele sobre uma questão preocupante para muitos venezuelanos que já consideram uma provável desvalorização do bolívar em torno do Ano Novo.

 

G1