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Novo procurador-geral apresenta renúncia no Egito

Ibrahim Abdullah havia sido nomeado para o cargo no dia 22, quando presidente exonerou antigo procurador-geral e emitiu decreto de superpoderes, desatando protestos da oposição

18/12/2012 06:30
AP

O novo procurador-geral do Egito, Talaat Ibrahim Abdullah, cuja nomeação pelo presidente Mohhammed Morsi foi contestada, apresentou sua renúncia nesta segunda-feira, disse uma fonte judicial.

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“O procurador-geral apresentou sua demissão diante da pressão de manifestações” de membros do ministério público que exigiram sua saída, disse a fonte, afirmando que a demissão será apresentada ao Conselho Supremo de Justiça.

Em sua carta de demissão, publicada pela agência oficial Mena,Talaat Abdullah indica que “voltará a seu trabalho na Justiça”.

Centenas de membros do ministério público realizaram nesta segunda-feira um protesto de várias horas diante do gabinete do procurador-geral para exigir sua saída.

Em 22 de novembro, Morsi exonerou o então procurador-geral Abdel Meguid Mahmoud, nomeado pelo presidente deposto Hosni Mubarak , e o substituiu por Abdullah, após umdecreto atribuindo poderes especiais à presidência .

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A decisão de Morsi irritou o Poder Judiciário, que denunciou um ataque contra sua independência. O presidente acabou suspendendo o decreto, mas Talaat Abdullah permaneceu no cargo.

Em meio à persistente tensão entre Morsi e o Poder Judiciário, o Clube dos Juízes do Conselho de Estado anunciou nesta segunda-feira o boicote à segunda etapa do referendo sobre o projeto de Constituição. No Egito, o referendo exige a supervisão judicial para ter validade.

O Clube dos Juízes, outro sindicato profissional representando os magistrados egípcios, também anunciou sua decisão de boicotar a segunda fase do referendo.

A oposição afirma que a Constituição proposta por Morsi abre as portas para interpretações rigorosas do islamismo e restringe liberdades básicas.

Para os defensores do projeto, o texto dará ao país um quadro institucional estável, um argumento sedutor para os vários egípcios inquietos após quase dois anos de transição governamental.

Do Ig