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Mulheres são aprovadas pela 1ª vez em corpo militar de elite dos EUA

21/08/2015 18:12

 

Duas mulheres foram aprovadas pela Ranger School do exército dos EUA, se tornando as primeiras a completar o pesado programa de treinamento de combate e conquistando o direito de usar insígnias de rangers em seus uniformes.000_was8952929

O quartel dos Rangers do Exército em Fort Benning, na Geórgia, diz que as mulheres e 94 homens passaram pelo rígido curso de 62 dias, que testa suas habilidades em superar a fadiga, a fome e o stress durante operações de combate.

Completar o curso de liderança permite que as duas mulheres usem a cobiçada insígnia preta e dourada dos Ranger, mas não que elas se tornem membros do regimento Ranger. Nenhuma das mulheres foi identificada.

Permitir que mulheres participem do curso é parte das iniciativas do exército dos EUA para abrir mais vagas de combate para mulheres. Mas as tarefas mais pesadas permanecem fechadas para soldados do sexo feminino – incluindo posições em infantaria, armamentos e operações especiais. Isso inclui o 75º Regimento Ranger, que requer uma educação adicional física e mentalmente desafiadora antes de aprovar a entrada de soldados.

Ainda assim, antigas oficiais do Exército, como Sue Fulton, que em 1980 esteve entre as primeiras mulheres graduadas pela Academia Militar dos EUA, em West Point, celebraram a notícia como outro marco em direção ao fim das barreiras de gênero na carreira militar.

“Isso responde qualquer dúvida que ainda podia permanecer sobre o fato de mulheres terem a força, a disposição e a coragem física para se tornarem líderes de combate”, disse Fulton, uma ex-capitã que agora preside o Comitê de Visitantes de West Point, um painel consultivo de nomeações presidenciais e de membros do Congresso.

Soldados participam de treinamento na Ranger School, em Fort Benning, na Geórgia, em foto de 20 de abril (Foto: AFP Photo/Handout)

Uma cerimônia de graduação será realizada na sexta-feira em Fort Benning, o posto do Exército dos EUA perto da fronteira entre a Geórgia e o Alabama.

“Cada graduado pela Ranger School demonstrou a firmeza física e mental para comandar de forma bem sucedida organizações de qualquer nível”, disse o Secretário do Exército, John McHugh, em um comunicado. “Este curso provou que todo soldado, não importando seu gênero, pode alcançar seu completo potencial”.

“Devemos aos soldados oportunidades para servirem com sucesso em qualquer posição para a qual estejam qualificados e sejam capazes”, acrescentou.

O curso de 62 dias da Ranger School é composto por três fases, cada uma realizada em uma parte do país: zonas florestais em Fort Benning, as montanhas apalache do norte da Geórgia e pântanos na Flórida.

Os primeiros 20 dias focam habilidades militares e perseverança. Na sequência, a fase de montanha perto de Dahlonega, na Geórgia, inclui operações com pequenas unidades e técnicas de sobrevivência. A fase final, no pântano, inclui ataques pelo ar, operações anfíbias e extrema pressão mental e física.

As mulheres tiveram os mesmos padrões de exigência dos homens, o que incluiu um teste de resistência física com 49 flexões, 59 abdominais, seis flexões na barra e correr oito quilômetros em 40 minutos. Os alunos também tiveram que marchar cerca de 20 quilômetros em três horas, completar três saltos de paraquedas e quatro ataques aéreos de helicópteros, além de cumprir 27 dias de simulação de patrulhas de combate.

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