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Morte do embaixador,o que aconteceu de fato – amigos comentam

10/11/2015 00:29

Sebastião do Rego Barros: prédio do embaixador tinha parapeito baixo / Foto: arquivo Site Lu Lacerda

A versão para a morte de Sebastião do Rego Barros, nesta segunda-feira (09/11), ao cair da janela do seu apartamento, no 11º andar do edifício Prelúdio, na Avenida Atlântica, em Copacabana, é que o embaixador subiu numa cadeira acolchoada para alcançar um livro na estante, desequilibrou-se e, como a janela estava aberta, caiu. Quem conhece bem os edifícios Balada, Prelúdio e Chopin (mas todos chamados de Chopin, que é o da frente) sabe que os parapeitos dos três prédios são baixos. “Além de baixos, há muitos apartamentos que têm um degrauzinho nos parapeitos. Alguns mudaram, outros permanecem”, diz Alice Tamborindeguy, vizinha, moradora do mesmo prédio. Rego Barros, que morava no Prelúdio, com a mulher, Tite de Lamare, tinha um compromisso, razão de estar usando terno na hora da queda. O corpo vai ser cremado. O velório vai começar às 11h, desta terça-feira (10/11) no Memorial do Carmo.

Alguns depoimentos sobre Sebastião do Rego Barros:

Marcio Dias (embaixador):
“Éramos praticamente irmãos, amigos há 50 anos. Estou na fase que ainda não acredito no que aconteceu. Ele tinha na sala de jantar uma estante grande, subiu na cadeira, perdeu o equilíbrio e se foi pela janela. Sebastião era extremamente querido por todos – é uma grande perda. A transitoriedade da vida me impressiona”.

Marcos Azambuja (embaixador):
“Além de grande profissional, o Sebastião era um fidalgo que só deixou amigos. Adoentado, tinha perdido um pouco da vitalidade, mas nem isso comprometia nada. Faço parte dos órfãos que sabem que perderam um grande brasileiro.”

João Luís Albuquerque, jornalista (amigos desde jovenzinhos):
“Desde muito novo, ele se preparou para ser diplomata. Seu avô, que tinha o mesmo nome, foi embaixador e ele sabia que queria seguir essa carreira. Lia muito, fez uma carreira brilhante, era intelectual, mas nunca foi metido a besta. Torcia pelo Flamengo e, quando encontrava um dos amigos que torciam por outro time, destruía a gente. Ele adorava a vida, e, de uns três a quatro amigos comuns com quem falei, a impressão é a mesma: nunca ninguém observou nele nenhum traço de depressão.”

Lenir Lampreia, ex-embaixatriz, que acompanhou o marido, Luiz Felipe Lampreia, também embaixador, em sua passagem por Lisboa, Genebra e no período em que foi Ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso):
“Um absurdo falarem em suicídio. O Sebastião era sobretudo um homem que amava a vida – culto, inteligente, bem-humorado, curioso, galanteador, pessoa de convivência muito agradável. Estou arrasada.”

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