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Merkel e Hollande exigem resposta unificada da Europa à crise migratória

residente francês e chanceler alemã fizeram declaração conjunta. Segundo eles, 'situação excepcional' irá durar.

24/08/2015 15:54

Angela Merkel e François Hollande em reunião sobre a crise migratória na Europa em Berlim (Foto: JOHN MACDOUGALL / AFP)000_dv2107562
O presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, exigiram em Berlim uma resposta “unificada” da Europa frente à crise dos migrantes, em uma declaração conjunta.

“Temos de implementar um sistema unificado do direito de asilo”, disse o chefe de Estado francês à imprensa ao lado da chanceler, ressaltando se tratar de uma “situação excepcional que irá durar”, enquanto Merkel instou os países da UE que têm um direito de asilo similar que o “coloquem em prática o mais rapidamente possível”.
A chanceler alemã manifestou, além disso, seu desejo de que “a instalação de centros de cadastramento nos países de ‘primeira’ entrada, Grécia e Itália, em particular, aconteçam este ano”.

“Não podemos tolerar tal atraso”, insistiu Merkel.

Enfatizando que a França e a Alemanha são solidárias, o chefe de Estado francês também assinalou sua aspiração de que haja uma “divisão equitativa dos refugiados com direito a asilo”.

“Também devemos colocar em andamento um sistema unificado de direito de asilo, assim como uma política migratória comum com regras comuns a todos”, afirmou ainda.

Fluxo migratório sem precedentes
A reunião entre os dois aconteceu à margem de um encontro já planejado sobre o aumento da violência na Ucrânia com o presidente do país, Petro Poroshenko.

A União Europeia (UE) enfrenta um fluxo migratório sem precedentes de pessoas que fogem das guerras, repressão e pobreza.

Segundo a agência Frontex, encarregada das fronteiras exteriores do espaço Schengen, o número de migrantes que chegaram à União Europeia (UE) em julho, 107.500, triplicou em comparação com o mesmo mês de 2014.

“Este número representa o terceiro recorde mensal consecutivo, muito superior aos 70.000 de junho”, segundo o comunicado desta agência com sede em Varsóvia.

Nos sete primeiros meses do ano, 340.000 migrantes entraram na União Europeia, contra os 123.500 do mesmo período de 2014, “criando uma pressão sem precedentes sobre as autoridades de controle das fronteiras na Itália, na Grécia e na Hungria”, afirma a Frontex.

Os sírios e os afegãos são os mais numerosos entre estes imigrantes clandestinos e alcançam a costa grega a partir da vizinha Turquia.

“É uma situação de emergência para a Europa que exige que todos os países membros da UE forneçam seu apoio às autoridades nacionais que acolhem” estes migrantes, opinou Fabrice Leggeri, diretor da Frontex.

Em julho, cerca de 50.000 refugiados chegaram às ilhas gregas de Lesbos, Quíos, Samos e Kos, e mais de 20.000 alcançaram a costa italiana. A Hungria contabilizou, por sua vez, 34.000 chegadas, segundo a Frontex.

 

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