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Hong Kong começa a desmantelar acampamentos pró-democracia

16/12/2014 00:48

Trabalhadores removem barricadas em uma área bloqueada por manifestantes pró-democracia, perto do edifício sede do governo no distrito financeiro de Hong Kong. (Foto: Athit Perawongmetha / Reuters)
Trabalhadores removem barricadas em uma área bloqueada por manifestantes pró-democracia, perto do edifício sede do governo no distrito financeiro de Hong Kong. (Foto: Athit Perawongmetha / Reuters)
CRISE EM HONG KONG

As autoridades de Hong Kong iniciaram nesta quinta-feira (11) o desmantelamento do principal acampamento de manifestantes pró-democracia, visando acabar com mais de dois meses de protestos.

Dúzias de trabalhadores começaram a desmanchar as barricadas em um dos extremos do acampamento, situado no coração da cidade, enquanto centenas de manifestantes aguardavam uma intervenção policial.

A remoção é resultado de uma decisão da Alta Corte de Hong Kong, e envolve o acampamento montado pelos ativistas perto da sede do governo da ex-colônia britânica.

Há mais de dois meses, os manifestantes exigem a instauração do voto universal para a eleição, em 2017, do próximo chefe do Executivo do território, que foi devolvido a China em 1997.

Funcionário usa um alicate de corte para desmantelar barricada em Hong Kong. (Foto: Tyrone Siu /Reuters)
Funcionário usa um alicate de corte para desmantelar barricada em Hong Kong. (Foto: Tyrone Siu /Reuters)

O mandato autoriza os oficiais de justiça a pedir o apoio da polícia para remover três áreas do acampamento de Admiralty, um setor comercial ocupado desde 28 de setembro.

Segundo a imprensa, as autoridades querem aproveitar a oportunidade para esvaziar completamente a região, assim como um acampamento menor em Causeway Bay, área de lojas que são procuradas pelos moradores da China continental.

Um terceiro acampamento, em Mongkok, na parte continental de Hong Kong, foi esvaziado no fim de novembro.

O governo da China aceitou o princípio de sufrágio universal, mas exige que os candidatos recebam o aval de um comitê ligado ao Partido Comunista, o que, para os manifestantes, garantirá a eleição de um fantoche de Pequim.

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