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Governo do Egito prende importante político da Irmandade Muçulmana

Mohamed El-Beltagi havia promovido protestos para esta sexta (30). Autoridades continuam com repressão contra grupo islâmico.

29/08/2013 20:46

A polícia egípcia capturou nesta quinta-feira (29) o importante político da Irmandade Muçulmana Mohamed El-Beltagi, disseram fontes da área de segurança, à medida que as autoridades continuam com a repressão que colocou a maior parte dos líderes do grupo islâmico atrás das grades.

Beltagi, secretário-geral do Partido da Liberdade e Justiça, o braço político da Irmandade, pedira as egípcios para fazerem protestos contra as Forças Armadas na sexta-feira (30), em uma declaração gravada que foi transmitida nesta semana pela rede de notícias Al Jazeera.

Beltagi após ser preso nesta quinta-feira (29) (Foto: Ministério do Interior do Egito/AP)Beltagi após ser preso nesta quinta-feira (29) (Foto: Ministério do Interior do Egito/AP)

Desde que depôs o presidente Mohamed Mursi e seu governo da Irmandade Muçulmana em 3 de julho, as autoridades apoiadas pelos militares mataram centenas de manifestantes pró-Morsi e prenderam os principais líderes da Irmandade, no que chamam de uma luta contra o terrorismo.

O principal líder da Irmandade, Mohamed Badie, e seus vices Khairat al-Shater e Rashad Bayoumy, já foram julgados por acusações que incluem incitamento à violência em ligação com um protesto em 8 de julho, em um processo que eles afirmam ser politicamente motivado.

As autoridades também ordenaram a prisão de Beltagi em 10 de julho pelas mesmas acusações, que têm a ver com uma tentativa das autoridades de romper uma vigília de milhares de partidários de Mursi que exigem sua volta.

As fontes de segurança dizem que 53 manifestantes morreram em um confronto de madrugada junto com quatro membros das forças de segurança. O Exército diz que “terroristas” provocaram o tiroteio ao atacar seus soldados.

Beltagi foi um orador de destaque em um acampamento de protesto pró-Mursi na mesquita Rabaa Adawiya, que foi esmagado pelas forças de segurança, em 14 de agosto, num dia em que mais de 600 pessoas morreram.

 

G1