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Governo das Malvinas critica carta de Kirchner ao Reino Unido

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4/01/2013 01:28

 

O governo das ilhas Malvinas atacou a carta aberta da presidente argentina, Cristina Kirchner, ao afirmar que ela é “historicamente imprecisa” e que autoridades britânicas e do arquipélago compartilham ideais de “democracia, liberdade e confiança mútua” que justificam o atual estatuto de território ultramarino deste.

Leia a íntegra da carta de Cristina Kirchner ao governo britânico
Londres rejeita carta de Cristina Kirchner para negociar sobre Malvinas

A carta foi publicada como anúncio publicitário em diversos jornais britânicos nesta quinta, incluindo o “Guardian”. Nela, Cristina pede que seja cumprido o acordo da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre descolonização de 1965 e atribui o domínio das ilhas ao “colonialismo britânico do século 19”.

Segundo o governo local do arquipélago, porém, a carta da ONU concede o direito aos habitantes de determinar seu próprio futuro e que os laços políticos com o Reino Unido são um exercício deste.

“Esse direito fundamental, que está sendo ignorado pelo governo argentino, o qual está negando nosso direito de existir como povo e negando nosso direito de viver em nosso lar”, diz o comunicado das autoridades do arquipélago.

180 ANOS

Na carta publicada nesta quinta, data que marca o 180º aniversário da dominação inglesa do território, Cristina Kirchner pede a retomada das negociações com o Reino Unido e diz que as ilhas foram “extirpadas” do território argentino em 1833.

“Os argentinos das ilhas foram expulsos pela Marinha britânica, e o Reino Unido subsequentemente iniciou um processo de assentamento populacional similar ao adotado em outros territórios sob domínio colonial”.

Ela justifica o domínio argentino das Malvinas devido à proximidade do arquipélago do litoral argentino, que estão a 14 mil quilômetros de Londres.

Em comunicado, o governo britânico disse que não pretende negociar a soberania das Malvinas com Buenos Aires e disse que a vontade da população local é permanecer ligada ao Reino Unido.

Eles acusaram os argentinos de não querer ouvir a vontade da população das ilhas, que devem fazer um plebiscito em março para decidir sobre o status de seus cerca de 3.000 habitantes.

Previsões indicam que a população local deve votar esmagadoramente a favor da situação política atual. Londres ainda pediu que seja respeitado o desejo a ser expresso na consulta. Em outras ocasiões, a Argentina se recusou a dialogar com os habitantes do arquipélago, dizendo que apenas Londres pode responder às negociações.

Folha