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Exército sírio mata 17 civis; há várias crianças entre as vítimas

13/12/2013 00:03

siriasO Exército sírio matou pelo menos 17 civis, incluindo várias crianças, em um reduto de Nabak, cidade ao norte de Damasco que as forças do regime tentam recuperar, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) nesta sexta-feira (6).

Outras 16 pessoas, entre elas seis mulheres e cinco crianças, morreram em ataques aéreos do regime em Bazah, na região de Aleppo (norte), e mais cinco, em um atentado suicida com um carro-bomba em Qamichli (nordeste), perto da sede de um grupo paramilitar ligado ao governo.

Citando militantes que combatem as forças do regime, o OSDH disse que 17 corpos foram encontrados em Nabak. A organização não especificou a data, ou as circunstâncias do massacre.

Há vários dias, violentos combates opõem os rebeldes ao Exército que tenta se apoderar de Nabak, uma das últimas localidades nas mãos dos rebeldes na estratégica região de Qalamun, na fronteira com Líbano. Nessa mesma região de Qalamun, os rebeldes recuperaram, na segunda-feira, a cidade cristã de Maaloula.

Em um curto vídeo divulgado pela emissora de televisão do Catar Al-Jazeera, várias religiosas de Maaloula disseram ter fugido dos combates nessa cidade e negaram ter sido sequestradas.

Nesta sexta, o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, advertiu que a Síria corre o risco de sofrer uma “desintegração” total, caso não se chegue a um acordo em 2014.

Hague participou da abertura de um fórum internacional, em Manama, sobre Segurança Regional.

Destacando “o risco crescente do terrorismo”, o ministro afirmou que “os moradores da Síria estarão na linha de frente no caso de uma deterioração catastrófica do conflito”, mas que isso também pode ser “uma ameaça potencial para outras partes do mundo, incluindo a Europa”.

Para ele, a continuação do conflito pode levar a “uma crise humanitária de proporções ingovernáveis”, com o número de refugiados atingindo “quatro milhões de pessoas, ou seja, um quinto da população da Síria”.

William Hague fez um apelo ao governo e à oposição para que compareçam, em 22 de janeiro, à Conferência de Genebra 2.

“Por fim ao conflito será uma tarefa extraordinariamente difícil, que exige que as partes decidam que elas têm mais a ganhar com a negociação do que com a guerra”, completou.

Segundo ele, as duas partes precisam se entender sobre um governo provisório, sendo “inconcebível que (o presidente Bashar al) Assad e seus associados próximos desempenhem qualquer papel no futuro da Síria”.

“É impossível imaginar que, depois de tantas mortes, tanta destruição, um regime opressor e assassino de seu próprio povo nessa escala continue no poder”, insistiu.

G1