BESSA GRILL
Início » Internacionais » Ex-primeiro-ministro lidera contagem de votos no Paquistão

Ex-primeiro-ministro lidera contagem de votos no Paquistão

Nawaz Shariff disputa eleição pela terceira vez. Violência durante o processo de votação matou pelo menos 17 pessoas.

11/05/2013 19:15

 

O ex-primeiro ministro Nawaz Shariff vota em Lahore, no Paquistão  (Foto: AP/ Anjum Naveed)O ex-primeiro ministro Nawaz Shariff vota em Lahore, no Paquistão (Foto: AP/ Anjum Naveed)

O político paquistanês Nawaz Shariff, buscando se tornar primeiro-ministro do país pela terceira vez, liderava a contagem de votos da eleição realizada neste sábado (11), noPaquistão.

Nawaz Sharif disse que seu partido foi o vencedor na eleição geral e que esperava que fosse maioria para evitar uma coligação. “Os resultados ainda estão chegando, mas é confirmado que estamos sendo o maior partido único até agora. Por favor, orem pela manhã para que  estejamos em uma posição que não precisemos de muleta de parceiros de coalizão”, disse.

O pleito, com cerca de 86 milhões de pessoas com direito a voto, fará a primeira transição entre os governos civis em um país governado pelos militares por mais da metade de sua história turbulenta.

Apesar da violência durante o processo de votação que matou pelo menos 17 pessoas e lançou uma ampla sombra sobre as eleições gerais do Paquistão, milhões de eleitores compareceram aos locais de votação.

De acordo com o início da contagem de votos, o partido do ex-primeiro-ministro Liga Mulçumana do Paquistão (PML-N) estava no caminho para ganhar 40 das 272 cadeiras da Assembleia Nacional.

“Deixe a contagem de votos aumentar que vocês verão que teremos maioria para formar um governo”, disse o líder do partido, Rana Sanaullah.

O Partido do Povo do Paquistão (PPP) aparecia em segundo na contagem, assegurando cerca de 20 postos do Parlamento. Já o partido do ex-jogador de críquete Imran Khan, popular entre a juventude do país, aparecia em terceiro.

A Comissão eleitoral do Paquistão, no entanto, informou que não conseguiu realizar eleições livres e justas no centro comercial do país e maior cidade, Karachi.

“Fomos incapazes de realizar eleições livres e justas em Karachi”, disse em um comunicado. Não está claro se a conclusão da Comissão significa eleições nacionais terão que ser realizadas novamente.

Funcionários contam cédulas na estação de pesquisa Karachi, no Paquistão (Foto: AP/ Fareed Khan)Funcionários contam cédulas na estação de
pesquisa Karachi, no Paquistão
(Foto: AP/ Fareed Khan)

Apesar do calor escaldante, muitos foram às urnas animados com a perspectiva de mudança em um país que sofre com a militância do Taliban, com uma economia quase falida, com corrupção endêmica e com cortes de energia crônicos e infra-estrutura decadente.

“O governo que elegermos hoje vai determinar se a podridão vai ser contida ou se vamos deslizar ainda mais para o abismo”, escreveu o advogado Babar Sattar no The Daily News.

Um ataque a bomba no escritório do Partido Nacional Awami (ANP) na capital comercial, Karachi, matou 11 pessoas e feriu cerca de 40. Pelo menos duas ficaram feridas em três explosões que se seguiram, e meios de comunicação relataram tiros na cidade.

Homens armados em uma motocicleta abriram fogo perto de uma estação de voto na província rebelde, matando duas pessoas, disse a polícia.

Vários ficaram feridos em uma explosão que destruiu um escritório da ANP no noroeste insurgência infectado, e não havia mais vítimas em uma explosão na cidade de Peshawar.

O Taliban do Paquistão, grupo próximo à Al Qaeda, matou mais de 120 pessoas na violência relacionada com as eleições desde abril. O grupo, que está lutando para derrubar o governo apoiado pelos EUA, considera as eleições como anti-islâmicas.

Mulheres fazem fila para votar em região próxima de Lahore, no Paquistão, neste sábado (11) (Foto: Damir Sagolj/Reuters)Mulheres fazem fila para votar em região próxima de Lahore, no Paquistão, neste sábado (11) (Foto: Damir Sagolj/Reuters)
G1