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EUA podem reconsiderar armar rebeldes sírios enquanto Assad se agarra ao poder

No ano passado, Obama rejeitou medida com temor de que armamento caísse em mãos erradas, mas ela pode voltar à discussão para tentar acelerar queda de líder sírio NYT | 27/02/2013 05:00:38

28/02/2013 04:07

SIRIA

Quando rejeitou a proposta de quatro de suas autoridades de alto escalão de Segurança Nacional que queriam armar os rebeldes na Síria no ano passado, o presidente Barack Obama pôs fim a um debate de vários meses sobre quão agressivamente Washington deveria reagir ao conflito que deixou quase 70 mil mortos.

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Reuters

Membro do Exército Livre da Síria aponta sua arma durante o que opositores dizem ser confrontos contra forças de Assad em Aleppo (26/02)

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Mas a decisão também deixou a Casa Branca sem uma estratégia clara para resolver uma crise que a tem atormentado desde que uma revolta popular eclodiu contra o presidente Bashar al-Assad há quase dois anos. Apesar de um programa americano de assistência não letal para os opositores do governo sírio e de US$ 365 milhões em ajuda humanitária, Obama parece estar ficando sem alternativas para acelerar a saída de Assad.

Com as condições piorando cada vez mais, segundo as autoridades, o presidente poderia reabrir o debate sobre o fornecimento de armas para selecionar os membros da resistência, em um esforço para romper com o impasse na Síria. A questão é se Obama, cercado por uma nova equipe de Segurança Nacional, conseguirá chegar a uma conclusão diferente.

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“Essa não é uma decisão final”, disse uma autoridade de alto escalão do governo Obama. “À medida que a situação evoluir, que nossa confiança aumentar, poderemos revisitá-la.”

Segundo as autoridades, a decisão de Obama de não fornecer as armas quando a proposta foi abordada antes da eleição de novembro foi impulsionada por sua relutância em entrar em uma guerra indiretamente e por seu medo de que as armas acabariam nas mãos de unidades não confiáveis, podendo ser utilizadas contra civis ou contra os interesses israelenses e americanos.

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No entanto, à medida que os EUA reavaliam sua política, Assad não demonstrou nenhum sinal de que está pronto para ceder o poder, e a resistência da Síria tem sido inflexível ao rejeitar negociar uma transição na qual ele exerça qualquer influência.

Mesmo se Assad for deposto, a convulsão poderia fragmentar a Síria ao longo de linhas sectárias e étnicas, cada uma apoiada por potências estrangeiras concorrentes, disse Paul Salem, que administra o escritório de Oriente Médio do Fundo Carnegie para a Paz Internacional. “A Síria”, disse, “está no processo não de transição, mas de desintegração”.

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No dia 11, os ministros da União Europeia rejeitaram facilitar a estrangeiros uma moratória de armas apesar das objeções por parte do Reino Unido. No que parece ser um compromisso, os ministros concordaram em “fornecer mais apoio não letal e assistência técnica para a proteção de civis”, segundo o site da UE.

Embora a Casa Branca tenha se concentrado nos riscos de fornecer armas, outras nações não apresentaram tais reservas. A Rússia continuou fornecendo armas e apoio financeiro ao governo de Assad. O Irã tem fornecido ao governo armas e assessores paramilitares da Força Quds. O Hezbollah enviou militantes para a Síria para ajudar as forças de Assad. Por outro lado, os combatentes antigoverno filiados à Al-Qaeda têm recebido ajuda financeira e outros tipos de apoio de seus aliados no Oriente Médio.

Reuters

Membros de um grupo islâmico seguram suas armas durante protesto contra regime de Assad em Deir el-Zor (25/02)

A grande questão é se a composição da nova equipe de Obama desencorajaria uma mudança política importante. O secretário de Estado John Kerry antecipou que pretendia avançar com sua intenção de mudar a situação durante sua primeira viagem internacional – que está em andamento neste mês -, indicando que uma de suas ideias é solicitar uma maior colaboração do Kremlin.

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Mas ainda não se sabe se os russos serão flexíveis em relação à sua posição. Em uma conversa por telefone, Kerry e Serguei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, discutiram como Washington e Moscou poderiam encorajar uma transição política na Síria e disseram que tentariam se encontrar nas próximas semanas, disse Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado.

Outras ideias em análise incluem como os fundos do Departamento de Estado poderiam ser usados para ampliar o apoio à oposição síria. Diante de tudo isso, no entanto, encontra-se a triste realidade de que Assad não parece demonstrar nenhum sinal de que deixará o poder tão cedo.

Mesmo com todo cuidado tomado por Obama, a Casa Branca disse manter todas opções sobre a mesa, com autoridades apontando que, no decorrer do tempo, estão aprendendo cada vez mais sobre as facções rebeldes.

“Temos considerado todos elementos da nossa política sobre a Síria, incluindo o que podemos e deveríamos fornecer à oposição”, disse Benjamin J. Rhodes, um assessor de segurança nacional.

Por Mark Landler e Michael R. Gordon