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EUA pedem investigação independente sobre suposto atentado contra Maduro e condena prisões ‘arbitrárias’

17/08/2018 17:25
 
 

Seguranças cercam o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante um incidente em Caracas (Foto: Xinhua / via AP Photo)

Seguranças cercam o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, durante um incidente em Caracas (Foto: Xinhua / via AP Photo)

Os Estados Unidos disseram nesta sexta-feira (17) apoiar a criação de uma comissão independente para investigar explosões que aconteceram em Caracas, na Venezuela, durante um discurso do presidente, Nicolás Maduro, no início do mês, criticando a resposta do governo como arbitrária.

Maduro disse que as explosões desse dia foram realizadas por drones carregados de explosivos no âmbito de uma conspiração para matá-lo, embora figuras da oposição acusem o governante de fabricar o incidente para intensificar a repressão.

“Os Estados Unidos condenam a violência política que aconteceu no dia 4 de agosto, e pedem que o regime Maduro respeite o Estado de Direito, exerça restrição e proteja a presunção de inocência de todos os acusados”, disse o Departamento de Estado norte-americano.

A Venezuela prendeu 14 pessoas pelo suposto ataque, incluindo o deputado opositor Juan Requesens, um general e um coronel.

“A resposta do governo venezuelano para esse incidente tem sido deter arbitrariamente alguns indivíduos e não seguir o processo devido”, acrescentou.

 

Juan Requesens durante protestos em março na Venezuela (Foto: Carlos Garcia Rawlins / arquivo / Reuters)

Juan Requesens durante protestos em março na Venezuela (Foto: Carlos Garcia Rawlins / arquivo / Reuters)

O governo prendeu Requesens depois que a Assembleia Constituinte da Venezuela retirou a imunidade parlamentar dele e do também deputado opositor Julio Borges, que já foi presidente do Parlamento da Venezuela e hoje vive na Colômbia. Os dois são acusados por Maduro de estarem por trás do atentado.

“Além disso, houve violações da imunidade parlamentar, que está protegida pela Constituição da Venezuela. Os Estados Unidos condenam o suposto uso da tortura para obter confissões”.

Nauert reiterou o chamado de seu país “à libertação imediata de todos os que foram detidos arbitrariamente, incluindo os presos políticos”.

Na semana passada, o Brasil advertiu para o “agravamento da repressão” na Venezuela, ao condenar a detenção de Requesens e uma ordem de captura contra Borges.

Por G1