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EUA atacam Síria com apoio de aliados; embaixador russo diz que ‘ataque não ficará sem consequências’

14/04/2018 09:43

 

A agência oficial síria Sana declarou que a agressão ‘bárbara e brutal’ teve como “principal objetivo dificultar o trabalho da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e pressionar sua missão na tentativa de dissimular as mentiras e invenções” dos ocidentais

Estados Unidos, França e Reino Unido bombardearam alvos na Síria na madrugada deste sábado, em uma ação coordenada contra o regime de Bashar Al Assad uma semana após um suposto ataque com armas químicas ter matado cerca de 40 civis nos arredores de Damasco. Na primeira reação de Moscou ao ataque, o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, advertiu “que estas ações não ficarão sem consequências”. “Toda a responsabilidade recai sobre Washington, Londres e Paris”.

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O presidente americano, Donald Trump, anunciou ter ordenado “às forças armadas dos Estados Unidos ataques de precisão contra alvos associados à capacidade de armas químicas do ditador Bashar Al Assad”.

“No sábado passado, o governo de Assad utilizou novamente armas químicas para massacrar civis inocentes, desta vez na cidade de Duma (…). Este massacre foi uma escalada significativa no padrão de uso de armas químicas por parte deste regime terrível”.

“Este ataque desprezível e maligno deixou mães e pais, bebês e crianças sufocados. Estas não são as ações de um homem, são os crimes de um monstro”. “O objetivo de nossas ações esta noite foi estabelecer uma poderosa dissuasão contra a produção, distribuição e uso de armas químicas”.

O secretário americano de Defesa, general Jim Mattis, informou que os ataques terminaram e que “no momento, não planejamos ações adicionais”.

Segundo o general Mattis, foi enviada uma “mensagem clara” ao regime sírio. “É o momento de as nações civilizadas se unirem com urgência para acabar com a guerra civil, apoiando o processo de paz liderado pelas Nações Unidas”.

Posteriormente, a porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores Maria Zajarova escreveu no Facebook: “os que estão por trás de tudo isto afirmam ter a liderança moral no mundo e declaram ser excepcionais, e realmente têm que ser muito excepcionais para bombardear a capital da Síria no momento em que havia a oportunidade de se ter um futuro pacífico”.

A agência oficial síria Sana declarou que a agressão “bárbara e brutal” teve como “principal objetivo dificultar o trabalho da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e pressionar sua missão na tentativa de dissimular as mentiras e invenções” dos ocidentais.

A chancelaria iraniana emitiu uma nota na qual destaca que “os Estados Unidos e seus aliados, sem qualquer aviso e antes de uma posição da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), realizou esta ação militar (…) contra a Síria e será responsável pelas consequências regionais desta aventura”.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “apelou a todos os estados-membros que mostrem moderação diante destas perigosas circunstâncias e que evitem qualquer ação que possa provocar uma escalada da situação e piorar o sofrimento do povo sírio”.

– Alvos selecionados –

O chefe do Comando Conjunto dos EUA, general Joe Dunford, revelou em entrevista coletiva que os alvos “foram especificamente identificados para reduzir o risco de envolver as forças russas” na Síria.

www.reporteriedoferreira.com.br com Agências