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Especialistas franceses descartam tese de envenenamento de Arafat

5/12/2013 00:02

Yasser Arafat. (Foto: Muhammed Muheisen / Arquivo / AP Photo)Yasser Arafat (Foto: AP)

Os especialistas autorizados pela justiça francesa para investigar a morte de Yasser Arafat, morto em 2004 perto de Paris, descartaram a tese de envenenamento do líder palestino, indicou nesta terça-feira à agência de notícias France Presse uma fonte próxima ao caso.

“O relatório do grupo rejeita a teoria de envenenamento e vai na direção de uma morte natural”, explicou a fonte.

Relatórios recentes de exames médicos suíços e russos de amostras dos restos mortais do líder histórico palestino revelaram a presença de quantidades anormais de polônio-210 no corpo, apoiando a teoria de envenenamento.

Arafat morreu em um hospital francês em novembro de 2004, quatro semanas após adoecer por causa de uma refeição, sofrendo com vômitos e dores de estômago. A causa oficial da morte foi derrame, mas médicos franceses disseram na época que eles não foram capazes de determinar a origem da doença. Não foi realizada autópsia.

Um advogado de Suha Arafat afirmou que a equipe jurídica dela fará uma contra-perícia e que estava confiante de que isso mostrará que os resultados franceses irão, de fato, sustentar as conclusões suíças.

“Nós não temos nenhuma dúvida de que o relatório mais abrangente e completo que analisou todos os aspectos deste caso permanece sendo o relatório suíço”, disse Saad Djebbar à agência Reuters.

O relatório francês não deve ser publicado.

Um cientista especializado em radiação que examinou os relatórios suíço e francês para Suha Arafat disse que ambos os estudos tinham encontrado níveis semelhantes de polônio 210 no corpo de Arafat, mas diferem em suas explicações de como ele chegou lá.

O cientista, que não quis ser identificado, disse que o relatório francês concluiu que parte da radioatividade poderia ser explicada pela presença de gás radônio no túmulo onde Arafat foi sepultado.

G1