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Coreia do Norte rejeita diálogo com Coreia do Sul para reabrir Kaesong

Pyongyang diz que tomará medidas duras se o Sul insistir na situação. Região na fronteira entre os dois países segue fechada.

26/04/2013 07:14

A Coreia do Norte rejeitou nesta sexta-feira (26) a primeira oferta formal de diálogo da Coreia do Sul para encerrar o bloqueio do complexo industrial conjunto de Kaesong.

“Pyongyang será a primeira a tomar medidas duras se o Sul insistir em piorar a situação na cidade fronteiriça”, informou a Comissão Nacional de Defesa do militarizado regime norte-coreano através da agência estatal “KCNA”.

“O ultimato feito pela Coreia do Sul só irá gerar resultados ruins”, continuou, em referência à oferta de diálogo apresentada pelo governo sul-coreano junto à promessa de tomar “medidas sérias” caso não houvesse resposta do Norte.

Guarda sul-coreano é visto sozinho em posto ao sul da zona desmilitarizada entre as Coreias, em via que faz ligação com o complexo industrial binacional de Kaesong, na Coreia do Norte. O Norte manteve fechado pelo 2º dia consecutivo o acesso ao complexo. (Foto: Kim Hong-Ji/Reuters)Guarda sul-coreano é visto sozinho em posto ao sul da zona desmilitarizada entre as Coreias, em via que faz ligação com o complexo industrial binacional de Kaesong, na Coreia do Norte. (Foto: Kim Hong-ji / Reuters)

Seul estendeu na quinta-feira (25) a Pyongyang a primeira proposta oficial de diálogo para resolver o bloqueio do complexo industrial conjunto de Kaesong, dando ao país comunista um prazo de resposta até as 12h locais (0h de Brasília) de hoje.

A rejeição explícita da Coreia do Norte foi dada depois de encerrado esse prazo, enquanto na Coreia do Sul a presidente Park Geun-hye mantém uma reunião com vários ministros para decidir as medidas que serão tomadas.

No dia 5 de abril, a Coreia do Norte, que não autoriza novas entradas no complexo, apenas saídas, decidiu retirar os seus 54 mil empregados, em meio a uma dura campanha de ameaças contra Seul e Washington. Desde então, permanecem suspensas as atividades em Kaesong, onde 123 empresas sul-coreanas fabricam diversos produtos aproveitando a barata mão de obra dos operários da Coreia do Norte, cujo governo obtém com esse projeto importantes remessas de divisas.

G1