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Confrontos entre aliados e oponentes de Morsi deixam mortos no Egito

Duas pessoas morreram em Alexandria, diz imprensa estatal. Deposição do presidente islamita jogou país em crise política.

27/07/2013 06:29

Manifestantes se enfrentam nesta sexta-feira (26) na cidade egípcia de Alexandria (Foto: AFP)Manifestantes se enfrentam nesta sexta-feira (26) na cidade egípcia de Alexandria (Foto: AFP)

Pelo menos duas pessoas morreram nesta sexta-feira (26) em confrontos entre partidários e adversários do presidente islamita deposto do Egito, Mohamed Morsi, segundo a agência estatal Mena. Outras 19 pessoas ficaram feridas.

No Cairo, eles enfrentaram-se a pedradas nesta durante manifestações no bairro popular de Chubra, segundo testemunhas.

Adversários queimaram fotografias de Morsi e jogaram garrafas contra a manifestação rival, enquanto os moradores da área tentavam separá-los, segundo as fontes ouvidas pela France Presse.

Autoridades do Egito prenderam o presidente deposto do país Mohamed Muorsi por 15 dias sob uma série de acusações, incluindo o assassinato de soldados e conspiração com o grupo palestino Hamas, disse a agência de notícias estatal nesta sexta.

A notícia fornece bases legais para a manutenção da prisão de Morsi, que está detido pelos militares desde sua deposição. As acusações se referem à fuga dele, junto a outros líderes da Irmandade Muçulmana, de uma prisão no norte do Cairo.

A informação da agência estatal disse que o juiz Hassan Samir, que investiga o caso, confrontou Morsi com evidências durante seu interrogatório. Não foi informado nem onde nem quando ele foi interrogado.

Um porta-voz da Irmandade Muçulmana, que disse que o Exército realizou um golpe contra o chefe de Estado democraticamente eleito, descreveu as acusações como “ridículas”. Gehad El-Haddad disse que a deposição marca o retorno do antigo regime.

As acusações contra Morsi incluem incêndio criminoso, destruição de registros de prisões e “colaboração com o Hamas para tomar atos agressivos no país, atacar instalações da polícia, oficiais e soldados”.

O porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri disse que o inquérito marca um “desdobramento grave”, acrescentando que o novo governo egípcio “vê a causa palestina como hostil”.

“Desafiamos os atuais governantes do Egito a trazer uma única prova de sua alegação de que o Hamas interferiu em assuntos internos do Egito”, disse ele à Reuters.

G1