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Confronto entre manifestantes e policiais no Chile deixa saldo de 100 presos

Estudantes foram às ruas pedir agilidade para a reforma da educação. Polícia agiu com jatos d'água e gás; manifestantes atiraram pedras.

27/05/2016 01:56
Estudante é detido nesta quinta-feira (26) durante manifestação em Santiago, no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)
Estudante é detido nesta quinta-feira (26) durante manifestação em Santiago, no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)

Violentos confrontos entre policiais e estudantes terminaram em mais de 100 detidos, durante protesto contra o governo de Michelle Bachelet nesta quinta-feira (26), no centro de Santiago.

Os manifestantes foram às ruas pedir agilidade na aprovação da reforma da educação.

A Polícia mobilizou um grande efetivo para conter o ato estudantil, que teve como saldo 117 detidos e 32 policiais feridos – entre eles sete agentes femininas, conforme números divulgados pelos Carabineiros.

Convocados para uma passeata não autorizada pelo governo, os estudantes se reuniram nos arredores da Praça Itália. Para impedir sua passagem, a polícia agiu com jatos d’água e com gás lacrimogêneo. Os manifestantes reagiram, atirando pedras e pedaços de pau nos agentes.

A multidão conseguiu romper o cerco e chegar à Avenida Alameda, onde violentos choques voltaram a ocorrer, sendo – mais uma vez – repelidos pela polícia.

Estudantes e policiais entram em confronto durante manifestação no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)Estudantes e policiais entram em confronto durante manifestação no Chile (Foto: CLAUDIO REYES / AFP)

Lojas próximas e várias estações de metrô fecharam as portas, enquanto o trânsito ficou bloqueado no trecho da Alameda, um eixo nervoso da capital chilena.

Os jovens garantem que vão continuar com as medidas de pressão.

Há uma década, os estudantes chilenos exigem uma profunda reforma do sistema educacional herdado da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), considerado um dos mais segregados do planeta.

A socialista Michelle Bachelet ganhou a reeleição em dezembro de 2013, prometendo a reforma na educação, mas o avanço tem sido considerado “insuficiente” pelos estudantes. Além disso, o governo ainda não enviou ao Congresso o projeto de lei que estabelecerá a gratuidade universal na educação universitária – uma de suas promessas de campanha.

www.reporteriedoferreira.com Por G1