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Conflito em Gaza; Israel aceita cessar-fogo a partir de sexta, diz oficial

Responsável israelense disse que medida entraria em vigor às 6h locais.Hamas afirmou que 'esforços são feitos', mas ainda não há acordo.

17/07/2014 11:47

Tanque israelense posicionado perto da fronteira  com a Faixa de Gaza dispara contra enclave palestino nesta quinta-feira (17) (Foto: AFP)Tanque israelense posicionado perto da fronteira com a Faixa de Gaza dispara contra enclave palestino nesta quinta-feira (17) (Foto: AFP)

Um oficial israelense afirmou nesta quinta-feira (17) que Israel e o movimento islamita Hamas alcançaram um acordo para um cessar-fogo a partir de 6h desta sexta-feira (18) em Gaza (0h de Brasília).

Um porta-voz do Hamas, entretanto, negou a existência de um acordo com Israel sobre um cessar-fogo, rejeitando assim a versão israelense.

“As notícias sobre um cessar-fogo são incorretas. Esforços estão sendo feitos, mas não há acordo até agora”, disse à AFP o porta-voz Sami Abu Zuhri.

“Os contatos continuam, as conversações e reuniões prosseguem, esperamos chegar a um acordo para acabar com isto”, disse o diretor da assessoria de comunicação do Hamas em Gaza, Ihab Ghoussein.

O Hamas rejeitou no início da semana uma primeira iniciativa de cessar-fogo apresentada peloEgito e que havia sido aceita por Israel.

Segundo a Reuters, o oficial israelense afirmou que os representantes de Israel presentes nas negociações no Cairo aceitaram a proposta, mas o governo Israelense ainda precisa aprovar o acordo. De acordo com a fonte, o gabinete responsável pela decisão ainda está examinando os detalhes da proposta.

No Cairo, as autoridades egípcias, que atuam como mediadoras, não confirmaram até o momento a conclusão de um acordo.

Hazem Abu Shanab, diretor do Fatah, movimento do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, afirmou que “existe alguma coisa sobre a mesa, mas nada fechado”.

Acordo provisório
Israel e o Hamas acertaram nesta quinta o respeito a um cessar-fogo provisório, de cinco horas, para o abastecimento humanitário e a retirada de feridos graves da Faixa de Gaza.

A trégua, estabelecida entre as 10h e as 15h locais (4h e 9h de Brasília), foi aceita no final da noite de quarta-feira (16) pelo Hamas, depois que o Exército israelense anunciou que a interrupção das operações na região.

“As facções da resistência concordaram em aceitar a oferta da ONU de uma trégua de cinco horas por razões humanitárias”, informou em comunicado o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zukhri.

Apesar disso, durante o período da trégua, três disparos de morteiro procedentes de Gaza atingiram o sul de Israel, segundo o Exército local. “Enquanto o Tsahal não dispara, três obuses procedentes de Gaza foram lançados contra Eshkol”, disse o Exército. Ninguém ficou ferido nos ataques.

Antes disso, Israel havia advertido que “se o Hamas, ou qualquer outra organização terrorista, aproveitar essa janela humanitária para realizar ataques contra civis israelenses e alvos militares, o Exército responderá com firmeza e de forma contundente”. Entretanto, por enquanto não houve resposta israelense aos disparos palestinos.

A trégua foi solicitada pelo enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Robert Serry, por causa da morte de quatro meninos palestinos na quarta em uma praia de Gaza por um bombardeio da Marinha israelense.

Trata-se do primeiro cessar-fogo aceito pelas duas partes desde que Israel iniciou sua ofensiva militar Limite Protetor há dez dias. Segundo os serviços de emergência palestinos, 230 pessoas morreram e 1,6 mil ficaram feridas na Faixa de Gaza até o momento.

Meninos palestinos buscam pertences em uma casa danificada. (Foto: Finbarr O'Reilly / Reuters)Meninos palestinos buscam pertences em uma casa danificada. (Foto: Finbarr O’Reilly / Reuters)
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