BESSA GRILL
Início » Internacionais » China alerta EUA de consequências por lei sobre Hong Kong

China alerta EUA de consequências por lei sobre Hong Kong

Lei norte-americana determina que o Departamento de Estado certifique que Hong Kong é autônomo o suficiente para justificar termos comerciais favoráveis com os EUA que ajudaram a cidade a se tornar um centro financeiro mundial.

28/11/2019 09:23
Manifestantes pulam grande depois de tentarem fugir e serem atingidos por gás lacrimogêneo na Universidade Politécnica de Hong Kong, no domingo (17) — Foto: Reuters/Adnan Abidi

Manifestantes pulam grande depois de tentarem fugir e serem atingidos por gás lacrimogêneo na Universidade Politécnica de Hong Kong, no domingo (17) — Foto: Reuters/Adnan Abidi

A China alertou os Estados Unidos nesta quinta-feira (28) de que vai adotar “contramedidas firmes” em resposta à legislação dos EUA apoiando manifestantes contrários ao governo em Hong Kong, e disse que tentativas de interferir na cidade comandada pela China estão destinadas a falhar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou em lei na quarta-feira (27) uma legislação do Congresso que defende os manifestantes, apesar das objeções de Pequim, com a qual Trump busca um acordo para acabar com a guerra comercial.

China ameaça retaliar EUA por aprovar lei em apoio a Hong Kong

China ameaça retaliar EUA por aprovar lei em apoio a Hong Kong

A lei exige que o Departamento de Estado certifique, ao menos anualmente, que Hong Kong é autônomo o suficiente para justificar termos comerciais favoráveis com os EUA que ajudaram a cidade a se tornar um centro financeiro mundial.

Também ameaça sanções por violações de direitos humanos.

Pequim alertou que os EUA devem arcar com as consequências das contramedidas da China se continuar a “agir arbitrariamente” em relação a Hong Kong, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

O vice-chanceler chinês, Le Yucheng, também convocou o embaixador norte-americano, Terry Branstad, nesta quinta-feira e exigiu que Washington pare imediatamente de interferir nas questões domésticas da China.

www.reporteriedoferreira.com.br  Por Reuters