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Bombas e tiroteio matam ao menos 16 pessoas na capital da Somália

Ninguém ainda assumiu a autoria dos atentados. Na última sexta, FMI reconheceu governo após 22 anos.

15/04/2013 08:56

Pelo menos 16 pessoas foram mortas neste domingo (14) com a explosão de dois carros-bomba em frente a um tribunal da capital da Somália e uma troca de tiros entre homens armados e seguranças do local, disseram testemunhas. Homens armados invadiram o prédio do tribunal, após a troca de tiros.

Horas mais tarde, uma grande explosão atingiu uma área próxima ao aeroporto local, segundo moradores.

Soldados somalis carregam ferido em explosão na capital, Mogadishu (Foto: Farah Abdi Warsameh/AP)Soldados somalis carregam ferido em explosão na capital, Mogadishu (Foto: Farah Abdi Warsameh/AP)

Não ficou imediatamente claro quem realizou os ataques, mas militantes da Al Shabaab, ligados à rede Al Qaeda, assumiram neste ano a responsabilidade por uma série de atentados suicidas em Mogadíscio.

“Cerca de sete homens bem armados em uniformes governo entraram no tribunal hoje, logo que um carro-bomba explodiu no portão. Nós pensamos que eles eram soldados do governo”, disse Aden Sabdow, que trabalha em um escritório próximo ao local.

Reconhecimento
O Fundo Monetário Internacional reconheceu oficialmente na última sexta-feira (12) o governo da Somália, após um hiato de 22 anos, e autorizou a prestação de assessoria econômica do órgão ao país africano.

Isso permitirá que doadores e outros bancos de fomento retomem suas relações com a Somália, cuja economia foi devastada após mais de duas décadas de conflito.

Em nota, o FMI disse que sua decisão “é consistente com o amplo apoio internacional e reconhecimento ao governo federal” somali. No entanto, o órgão disse que só poderá aprovar novos empréstimos à Somália depois que o governo saldar uma dívida atual de 352 milhões de dólares com o Fundo. O país também deve cerca de 250 milhões de dólares ao Banco Mundial.

Os EUA prometeram trabalhar com o Banco Mundial e o FMI para ajudar a Somália a saldar suas dívidas.

Desde o ano passado a Somália tem um novo governo, sob o comando do presidente Hassan Sheikh Mohamud, que venceu a primeira eleição realizada no país desde que rebeldes derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, lançando a nação em um período caótico.

G1