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Austrália revelou dados pessoais de líderes do G20, diz jornal

16/04/2015 00:18

 

reuniaoLíderes do G20 durante a abertura da cúpula do G20 em Brisbane, na Austrália (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

 

O Ministério da Imigração da Austrália divulgou acidentalmente os dados pessoais de todos os líderes do G20 que participaram da cúpula de realizada em novembro do ano passado, informou nesta terça-feira (31) a imprensa local.

Segundo a edição australiana do jornal ‘The Guardian’, um funcionário do ministério enviou por erro o número de passaporte, dados dos vistos e outros detalhes pessoais dos 31 dirigentes destes países aos organizadores da Copa da Ásia de futebol.

Entre os líderes cuja informação foi divulgada estão os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; Rússia, Vladmir Putin; e China, Xi Jinping; além da chanceler alemã, Angela Merkel; e os primeiros-ministros da Índia, Narendra Modi; Reino Unido, David Cameron; e Japão, Shinzo Abe.

Edição australiana do jornal ‘The Guardian’ aborda tema (Foto: Reprodução)

O diretor do serviço de vistos do ministério informou no último dia 7 de novembro do ‘erro humano’ à Comissão Australiana de Privacidade para buscar conselhos, em uma mensagem em que assinalou ser ‘improvável que a informação seja de domínio público’.

Também disse que a ausência de outros dados pessoais ‘limita significativamente’ o risco de violação (da privacidade) e enfatizou que o destinatário errado apagou a mensagem e esvaziou o arquivo de documentos apagados.

O diretor recomendou que os líderes não fossem informados da violação de sua informação pessoal ‘dado que o risco é muito baixo e há medidas para limitar uma maior distribuição desta mensagem’.

Segundo o jornal, nesta terça-feira (31), o Ministro da Imigração pediu que o governo explique por que os líderes não foram notificados da violação no momento.

O mesmo ministério foi o responsável pelo maior vazamento de dados realizado por uma instância governamental da Austrália, quando acidentalmente revelou em seu portal de internet os dados pessoais de cerca de dez mil pessoas detidas, a maioria delas solicitantes de asilo, segundo denunciou o jornal em fevereiro.

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