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Árvore de Natal do Rockefeller Center ilumina protesto do caso Eric Garner

24/12/2014 03:19

 

sop-ap-spana-span-ny-_fran-Manifestantes se concentram em frente ao Rockefeller Center, em Nova York, em protesto contra a decisão da justiça de não indiciar o policial responsável pela morte de Eric Garner na noite desta quata-feira (3) (Foto: Jason DeCrow/AP)

As luzes da emblemática árvore de Natal do Rockefeller Center foram acesas nesta quarta-feira para dar as boas-vindas às festas de fim de ano em Nova York, ao mesmo tempo em que centenas de pessoas se concentravam para protestar pela resolução referente à morte de Eric Garner por um policial.

A partir desta noite e até 7 de janeiro, a árvore iluminará o coração da cidade com mais de 45 mil lâmpadas, naquele que é o símbolo principal das festas natalinas na cidade desde 1933.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, deveria apertar o botão que acende as luzes da árvore, mas cancelou sua participação de última hora devido à decisão do grande júri de Staten Island de não apresentar acusações contra o policial que causou a morte de Garner em uma abordagem.

Após o anúncio da absolvição do policial, pelo menos 30 pessoas foram detidas em protesto na cidade. O principal deles reuniu centenas de manifestantes nas proximidades do Rockefeller Center, em meio a turistas que observavam a tradicional árvore de Natal.

Por esse motivo, a polícia interditou as avenidas nas proximidades do evento, o que provocou aglomerações e dificuldade de acesso para os presentes, mas o evento aconteceu com normalidade, apesar do som de sirenes e helicópteros.

A árvore deste ano é um abeto norueguês de quase 26 metros de altura procedente da Pensilvânia que pesa 13 toneladas e tem em seu topo a tradicional estrela de Swarovski, uma joia de aproximadamente 250 kg e três metros de diâmetro, feita com 25 mil cristais.

Entenda o caso
Um grande júri de Nova York decidiu não levar a julgamento um policial branco acusado de matar um homem negro em um incidente polêmico ocorrido em Staten Island, em julho passado.

Eric Garner, de 43 anos, suspeito de vender cigarros ilegalmente, morreu após ter sido contido à força por vários policiais brancos, um dos quais, identificado como Daniel Pantaleo, o segurou pelo pescoço, uma prática proibida em Nova York.

A decisão de não julgar Pantaleo ocorre dias depois de um júri de Ferguson (Missouri, sul) fazer o mesmo com outro policial branco que matou um jovem negro desarmado, gerando violentos protestos.

Pantaleo, 29 anos, divulgou um comunicado no qual assegura que jamais teve a intenção de machucar Garner, e manifesta suas ‘condolências à família por sua perda’.

O prefeito Bill de Blasio fez um apelo à calma após a decisão: “Isto não é o que muitos em nossa cidade queriam, mas apesar de tudo, a cidade de Nova York tem uma tradição forte e orgulhosa de expressão por protestos não violentos. Confiamos em que os descontentes farão conhecer sua visão de modo pacífico e construtivo”.

O secretário americano de Justiça, Eric Holder, anunciou que abrirá uma investigação federal sobre a possível violação de direitos civis.

“Nossos promotores realizarão uma investigação independente, profunda, justa e rápida”, disse Holder à imprensa após a decisão de uma grande juri de absolver o policial Pantaleo.

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A tradicional árvore de Natal do Rockefeller Center teve suas luzes acesas nesta quarta-feira (3) (Foto: Brad Barket/Getty Images/AFP )

www.reporteriedoferreira.com Por G1