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Aos 93 anos Morre o ex-secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali

22/02/2016 18:48
O egípcio Boutros Boutros-Ghali foi secretário-geral da ONU entre 1992 e 1996 (Foto: REUTERS/Mike Segar/Files)
O egípcio Boutros Boutros-Ghali foi secretário-geral da ONU entre 1992 e 1996 (Foto: REUTERS/Mike Segar/Files)

O ex-secretário-geral das Nações Unidas Boutros Boutros-Ghali, que esteve à frente do organismo mundial entre 1992 e 1996, morreu, informou nesta terça-feira (16) a presidência do Conselho de Segurança.

“Fomos informados que o ex-secretário-geral Boutros Boutros-Ghali faleceu”, afirmou Rafael Ramírez, embaixador da Venezuela, que presidente este mês o Conselho de Segurança.

O diplomata egípcio de 93 anos foi o primeiro africano a ocupar o posto de secretário-geral da ONU.

Nascido em 14 de novembro de 1922, no Cairo, Boutros Boutros-Ghali veio de uma grande família da minoria cristã copta no Egito. Seu avô, assassinado em 1910, foi primeiro-ministro. Depois de concluir a maior parte de seus estudos em Paris, tornou-se um professor de direito na Universidade do Cairo e publicou vários livros sobre relações internacionais.

Boutros Boutros-Ghali foi posteriormente nomeado ministro de Estado das Relações Exteriores em outubro de 1977. Durante seus 14 anos no cargo, desempenhou um papel fundamental na conclusão do acordo de paz egípcio-israelense de Camp David (1978), e depois do tratado de paz (1979).

Imagem de arquivo mostra o ex-secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali ao lado do então presidente da África do Sul, Nelson Mandela (Foto: REUTERS/Staff/Files)
Imagem de arquivo mostra o ex-secretário-geral da ONU Boutros Boutros-Ghali ao lado do então presidente da África do Sul, Nelson Mandela (Foto: REUTERS/Staff/Files)

Especializado nas relações Norte-Sul, foi o principal arquiteto da política africana do Egito.

Eleito para a ONU na euforia do fim da Guerra Fria e depois da Guerra do Golfo, precisou enfrentar crises graves, como os conflitos na ex-Iugoslávia, na Somália, no Oriente Médio e o genocídio em Ruanda.

Depois de sua passagem pelas Nações Unidas, este brilhante intelectual, francófono e francófilo, foi o primeiro secretário-geral da Francofonia, de 1997 a 2002.

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