BESSA GRILL
Início » Nacionais » Primeiros resultados no Chile apontam Piñera com 36% e Guillier com 23%

Primeiros resultados no Chile apontam Piñera com 36% e Guillier com 23%

20/11/2017 07:37

Com 43,48% das urnas apuradas no Chile, o ex-presidente Sebastián Piñera aparece com 36,65% dos votos e o jornalista e senador governista Alejandro Guillier com 22,66%, informa a Comissão Eleitoral do país

As pesquisas eleitorais apontavam que o ex-presidente Piñera é o favorito a vencer esta eleição, mas há a possibilidade de um segundo turno.

Além de escolher o substituto de Michelle Bachelet na presidência, os chilenos votaram para renovar o Parlamento e conselhos regionais.

Veja resultado parcial com 43,48% das urnas apuradas:

  • Sebastián Piñera – 36,65%
  • Alejandro Guillier – 22,66%
  • Beatriz Sanchez – 20,41%
  • José Antonio Kast – 7,85%
  • Carolina Goic – 5,93%
  • Marco Enriquez-Ominami – 5,61%
  • Eduardo Artes Brichetti – 0,51%
  • Alejandro Navarro – 0,38%

Na última pesquisa eleitoral do Centro de Estudos Públicos do Chile, Piñera aparecia com 44,4% das intenções de voto, seguido por Guillier com 19,7% das preferências.

O candidato Sebastian Pinera mostra sua cédula durante as eleições presidenciais no Chile, em uma escola pública em Santiago (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

O candidato Sebastian Pinera mostra sua cédula durante as eleições presidenciais no Chile, em uma escola pública em Santiago (Foto: Ivan Alvarado/Reuters)

Candidato Alejandro Guillier vota durante as eleições presidenciais em Antofagasta, no Chile (Foto: Jose Francisco Zuniga / comando de Alejandro Guillier / via Reuters)Candidato Alejandro Guillier vota durante as eleições presidenciais em Antofagasta, no Chile (Foto: Jose Francisco Zuniga / comando de Alejandro Guillier / via Reuters)

Candidato Alejandro Guillier vota durante as eleições presidenciais em Antofagasta, no Chile (Foto: Jose Francisco Zuniga / comando de Alejandro Guillier / via Reuters)

Os locais para a contagem de votos são públicos, de acordo com a agência EFE. O presidente de cada mesa dita os resultados em voz alta e na presença de representantes dos partidos, que podem contestar votos se acharem necessário. As eleições deste domingo são as primeiras regidas por um novo sistema eleitoral proporcional que substitui o binominal, vigente desde a recuperação da democracia em 1990.

Ainda de acordo com a EFE, o clima de tranquilidade durante a votação foi afetado nas primeiras horas do dia pela queima de dois ônibus, um em Santiago e outro na região da Araucanía, onde também foram incendiados um galpão e um trator e estradas foram bloqueadas com árvores previamente derrubadas que depois foram queimadas, segundo informou o subsecretário do Interior, Mahmoud Aleuy.

O candidato Piñera teve a sede de seu comitê eleitoral ocupada neste domingo por um grupo de jovens de extrema-esquerda que posteriormente foram retirados e detido pela polícia.

Cerca de 14,3 milhões de chilenos estão aptos a votar nestas eleições. O voto não é obrigatório no país.

Nos últimos anos, casos de financiamento irregular na direita e na esquerda minaram a confiança dos chilenos na política. A situação piorou depois que a nora de Bachelet foi processada por um caso de corrupção.

Legado de Bachelet

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, votou em Santiago (Foto: Ximena Navarro / Presidência chilena / via Reuters)A presidente do Chile, Michelle Bachelet, votou em Santiago (Foto: Ximena Navarro / Presidência chilena / via Reuters)

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, votou em Santiago (Foto: Ximena Navarro / Presidência chilena / via Reuters)

O presidente que assumir em 11 de março o palácio de La Moneda receberá um país com uma economia em alta, impulsionada pelo aumento dos preços do cobre, depois de três anos de queda e que levou o principal produtor mundial do metal a um crescimento médio de 1,8% nos anos de governo Bachelet.

Segundo a Fundação Sol, uma ONG local especializada em estudar a desigualdade, o Chile é um dos países mais desiguais da região: 20% da população concentra 72% da riqueza do país.

A economia e o caso de corrupção que envolveu seu filho e sua nora no princípio do segundo mandato acabaram com a popularidade da presidente, a última representante de uma época dourada para as mulheres no poder na América Latina.

Além de aprovar a união civil, que beneficia casais gays, e o aborto terapêutico, Bachelet impulsionou durante seu governo um plano de reformas, entre elas a grande reforma da educação, que instalou um sistema progressivo de gratuidade no ensino superior. A lei que estabelece a gratuidade universal permanente ainda é discutida no Congresso.

O atual sistema previdenciário, herança da ditadura de Augusto Pinochet, também está em debate. O que rege hoje é um sistema de capitalização absolutamente individual que – quase quatro décadas após sua criação – fornece aposentadorias muito baixas aos aposentados.

Bachelet enviou ao Congresso um projeto de lei que, pela primeira vez, introduz uma contribuição de 5% das empresas. Desta forma, visa aumentar em 20% o montante da aposentadoria, que atualmente representam uma média de 241 mil pesos (cerca de US$ 380).

www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig