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Presidenta reúne ministros neste domingo para discutir protestos no país

Dilma convocou encontro com Mercadante, Cardozo, Edinho Silva e Wagner.

17/08/2015 01:08

 

A presidente Dilma Rousseff se reúne na tarde deste domingo (16), no Palácio da Alvorada, com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Comunicação Social), segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência da República. O encontro servirá para discutir os protestos realizados ao longo do dia por todo o país contra o governo de Dilma.201508160506170000001102

Só entre a manhã e a tarde deste domingo, ocorreram manifestações em ao menos 23 estados e no Distrito Federal. Nas ruas das capitais e grandes cidades, os manifestantes faziam coro e levantavam cartazes, principalmente, pelo afastamento de Dilma, contra a corrupção e em defesa da Operação Lava Jato e do juiz Sérgio Moro.

A reunião está marcada para começar às 17h, e não há previsão de que haja entrevista coletiva após o encontro.

Em 15 de abril, atos anti-Dilma reuniram 701 mil pessoas em 24 estados e no DF. Naquele dia, o vice-presidente, Michel Temer, afirmou que o governo “está prestando atenção a estas manifestacoes” e que elas revelam uma democracia “poderosa”. O ministro Edinho Silva disse à época que governo encara os protestos “com normalidade” e que “todas as manifestações são legítimas”.

No mês anterior, em março, o total de manifestantes nos protestos de rua em todo os país foi de aproximadamente 2,3 milhões pessoas, segundo dados das polícias estaduais.

Na ocasião, no mesmo dia dos protestos, o governo convocou uma entrevista coletiva com os ministros José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência). Rossetto disse que as manifestações partiram de um setor que é crítico ao governo Dilma Rousseff e não votou na presidente. Ele destacou, no entanto, que os protestos são “legitimos”. A declaração incomodou tanto o governo quanto a oposição.

No dia seguinte, durante discurso, Dilma disse que protestos mostram que “valeu a pena” lutar pela liberdade. Segundo a presidente, o fortalecimento das instituições democráticas no Brasil torna o país “cada vez mais impermeável ao golpismo e ao retrocesso”. “Um país amparado na separação, independência e harmonia dos poderes, na democracia representativa, na livre manifestação popular nas ruas e nas unas se torna cada vez mais impermeável ao preconceito, à intolerância, à violência, ao golpismo e ao retrocesso”, afirmou.

Pessoa que ‘aguenta ameaças’
Nesta sexta-feira, durante a entrega de casas populares em Roraima, Dilma disse que é uma pessoa que “aguenta ameaças” e que uma democracia “respeita a eleição direta pelo voto popular”. Além de dificuldades na economia, Dilma enfrenta a pior crise política desde o início do primeiro mandato, com setores da oposição defendendo o afastamento da presidente e membros do PSDB pedindo novas eleições.

No Congresso, o governo sofre sucessivas derrotas e encontra dificuldades para reunificar a base aliada, que se pulverizou e não é mais garantia para aprovação de matérias na Câmara e no Senado. A popularidade da presidente também vive o pior momento. Segundo o instituto Datafolha, o governo Dilma tem o maior índice de reprovação (71%) desde a redemocratização do país.

“Sou uma pessoa que aguenta ameaças. Sobrevivi a grandes ameaças à minha própria vida. Uma democracia respeita a eleição direta pelo voto popular. Eu respeito a democracia do meu país. Eu honrarei o voto que me deram”, declarou a presidente na cerimônia de entrega de um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida em Boa Vista.
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