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PM de UPP da Rocinha é intimado após denúncia do caso Amarildo

PM disse que tio foi obrigado por traficantes a levar corpo ao lixão do Caju. Divisão de Homicídios vai ouvir Juliano Guimarães na próxima semana.

4/08/2013 02:19

A Divisão de Homicídios intimou o policial militar Juliano da Silva Guimarães a prestar depoimento após a denúncia feita pelo PM, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha. Guimarães, segundo a Polícia Civil, teria dito que um tio dele, motorista da Comlurb, foi obrigado por traficantes a transportar um corpo ao lixão do Caju, na Zona Portuária do Rio. Em nota divulgada neste sábado (2), a Polícia Civil informou que o PM será ouvido na próxima semana.

A polícia investiga se o corpo pode ser do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, desaparecido desde 14 de julho. Na ocasião, segundo a Polícia Militar, ele foi detido, levado para a sede da UPP da Rocinha e liberado depois da averiguação.

Em nota, a Comlurb informou que a frota da companhia é terceirizada e que a companhia aguarda o desfecho das investigações policiais.

Perícia na UPP
Na manhã deste sábado, agentes e o delegado da A Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barboza, ouviram depoimentos de testemunhas e fizeram uma perícia na sede da UPP na comunidade. Peritos usaram luminol – sustância química que permite encontrar vestígios de sangue, mesmo que o local tenha sido limpo  – na sede da UPP. No entanto, o resultado do exame não foi divulgado.

Mais de dez pessoas prestaram depoimento na delegacia, entre elas, a mulher e filhos de Amarildo de Souza.

GPS e câmeras desligados
Os investigadores querem saber o motivo de os aparelhos de GPS dos carros da UPP, e duas câmeras de segurança da comunidade não estarem funcionando no do desaparecimento de Amarildo. Policiais tentam encontrar imagens de câmeras de prédios e de pontos comerciais de São Conrado que possam ajudar a esclarecer o caso.

Na quinta-feira (1º), moradores da Rocinha fizeram uma passeata para cobrar uma resposta sobre o caso e criticaram a ação da PM. No Leblon, o grupo se juntou a manifestantes que acampam próximos à casa do governador Sérgio Cabral.

G1

Em Brasília, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, considerou apolícia como a principal suspeita do crime. Em resposta à declaração, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que é prematuro apontar culpados já que a investigação ainda está em curso.