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Pai revela como foi criar 19 filhos com seis mulheres no Amapá

Filho mais velho de metalúrgico tem 37 anos e o caçula, 3 anos. Já os netos, Antônio perdeu a conta, mas estima que tenha pelo menos 40.

11/08/2013 17:20

Metalúrgico, Antônio Maciel, com 9 dos 19 filhos  (Foto: Maiara Pires/G1)Metalúrgico, Antônio Maciel, com 9 dos 19 filhos (Foto: Maiara Pires/G1)

O metalúrgico Antônio da Costa Maciel, 57 anos, sabe bem o que é ser pai. O ensinamento que deu para o filho mais velho de 37 anos é o mesmo que hoje repassa ao caçula de 3 anos de idade. São 19 filhos no total, sendo um adotivo, com seis mães diferentes. Já os netos, Antônio perdeu a conta, mas estima que tenha pelo menos 40.

Pelas contas do metalúrgico, 9 são menores e 9 são maiores de idade. Mas apenas seis moram com ele. “Uns já estão casados. Outros estão com a mãe, mas sou eu quem bota comida na mesa deles e não deixo faltar nada”, orgulha-se.

Antônio Maciel define com entusiasmo o que para ele significa ser pai. “É a minha maior alegria. Foi a melhor coisa que Deus me deu nesse mundo”, diz. “Sou um pai coruja”, confessa logo em seguida.

Antônio Maciel, 57 anos, atualmente vive com 6 dos 19 filhos (Foto: Maiara Pires/G1)Antônio Maciel, 57 anos, atualmente vive com 6 dos
19 filhos (Foto: Maiara Pires/G1)

Natural do estado do Pará, o metalúrgico mora no Amapá há oito anos. Antes de vir para o estado, passou 28 anos na Guiana Francesa, onde nasceram 5 dos 19 filhos. Atualmente, três continuam morando em território francês, incluindo o mais velho de 37 anos que é adotivo.

Antônio Maciel conta que não pôde frequentar a escola porque começou a trabalhar muito cedo – aos 6 anos de idade – para ajudar a criar os seis irmãos. Mas sabe ler e escrever em português e francês.

“Tive que aprender francês para tirar identidade na Guiana. E aprendi a escrever português para responder um bilhete a uma namorada na época”, lembra.

Trabalhando como metalúrgico, Maciel já foi picolezeiro, pedreiro, carpinteiro, padeiro, comerciante e conta que o seu maior sonho é ver todos os filhos criados antes de morrer. “Assim como o meu pai foi embora quando estávamos todos criados”, diz.

Antônio Barbosa, de 24 anos, escolheu seguir a atual profissão do pai. “Tenho orgulho dele, do que ele faz para sustentar os filhos. Ele me ensinou o principal para ser um homem de bem que é ser honesto”, conta orgulhoso.

Perguntado sobre o presente ideal para o pai, Antônio tem certeza que o melhor presente seria a reunião dos filhos neste domingo. “O que ele mais gosta é de ver os filhos reunidos junto com ele”, conta.

G1