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Mais pessimistas, brasileiros afirmam que gastarão menos neste Natal

Pesquisa aponta que mais da metade dos entrevistados reduziu as despesas domésticas

22/11/2013 12:16

natalOs brasileiros não estão otimistas com os gastos de Natal e Ano Novo. Segundo a pesquisa “Retratos da sociedade brasileira: intenção de compra” da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta sexta-feira (22), 40% dos entrevistados afirmaram que pretendem gastar menos do que em 2012.
Apenas 11% disseram que terão custos maiores e 34% gastarão o mesmo valor do ano passado. Além disso, 9% dos que responderam à pesquisa disseram que não fazem ou não farão compras neste final de ano.
A intenção em gastar mais sobe apenas entre as pessoas que ganham entre 5 e 10 salários mínimos e corresponde a 14%.
Inflação, renda pessoal e familiar
Dentre os fatores que influenciam nesta decisão de compra, 28% dos brasileiros disseram que foi a inflação, em segundo lugar a renda pessoal (22%) e por último a renda familiar (15%).
A pesquisa também apontou que a renda pessoal tem para 17% das pessoas o maior peso na hora de comprar bens de maior valor. Já a renda familiar e a situação financeira são importantes para 12% da população. Por último, os entrevistados levam em conta a quantidade de dívidas (10%) e o nível de desemprego (6%) na hora da decisão.
Apesar disso, quatro em cada dez brasileiros têm a percepção de que a sua situação econômica pessoal é boa e 3% dizem que é ótima.
Redução das despesas domésticas
Esta intenção de gastar menos já é um reflexo das dificuldades financeiras enfrentadas pela população nos últimos 12 meses. De acordo com o levantamento da CNI, mais da metade dos brasileiros (52%) afirma ter reduzido as despesas domésticas porque o dinheiro estava curto e 48% tiveram dificuldade para pagar suas contas ou compras a crédito.
Para sair do sufoco, a maioria dos brasileiros que recebeu/receberá o 13° salário este ano afirma que irá utilizá-lo para pagar dívidas (52%), e apenas 18% afirmaram que comprarão presentes e produtos de uso pessoal como roupas, sapatos e brinquedos. Já a decisão de poupar ou aplicar dinheiro em poupança e fundos foi respondida por 15% dos entrevistados.

R7