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Greve; Apenas 10% dos ônibus estão circulando, diz secretário municipal de Transportes

13/05/2014 12:08

Rio – Apenas 10% da frota de ônibus está circulando na cidade do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira. É o que garante o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão. Acompanhando a ida do carioca para o trabalho, do Centro de Operações da Prefeitura, na Cidade Nova, ele disse que, excepcionalmente hoje, os carros que trafegarem na faixa seletiva da Avenida Brasil e pelos corredores BRS da cidade não serão multados. Na Zona Oeste, 10 ônibus da Auto Viação Jabour foram depredados, de acordo com a Rio Ônibus.

A greve dos rodoviários começou às 0h e tem previsão de durar até as 23h59 de quinta-feira. Para tentar minimizar os impactos à população carioca, a Prefeitura do Rio montou um plano de contingência, junto às concessionárias CCR Barcas, MetrôRio e SuperVia.

Terminal de ônibus no Méier estava vazio nesta manhã

Foto:  Eronilson da Silva Alves / WhatsApp do DIA (98762-8248)

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, foram priorizados os ônibus que fazem ligações com outros modais, como linhas de ônibus intermunicipais, trem, barcas e metrô. Além disso, também foram priorizadas linhas essenciais para o deslocamento da população em áreas não atendidas por outros meios de transportes. “Estamos priorizando as linhas que fazem a integração com trem e metrô, que estão com o horário de pico antecipado desde cedo e fazendo intervalos mínimos ao longo de todo o dia. Os poucos ônibus que estão circulando hoje estão selecionados para trabalhar em linhas de integração”, disse Sansão.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, apenas 10% dos ônibus estão circulando nesta terça

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

SuperVia

Foi antecipado o início da operação no horário do pico da manhã em 90 minutos. Ou seja, às 4h30 a SuperVia começou a operar com capacidade máxima, reduzindo o intervalo entre as composições. No entanto, segundo a concessionária, os trens já estão circulando desde às 4h.

Houve reforço na operação dos trens especiais, com partidas de Bangu, Campo Grande, Deodoro e Madureira. De acordo com a concessionária, haverá prolongamento da operação no horário do pico da tarde, em função da demanda.

Metrô

O início da operação no horário do pico da manhã também foi antecipado no metrô em 60 minutos. Desde as 5h30, o Metrô Rio opera com capacidade máxima, reduzindo o intervalo entre as composições. Os trens da concessionária começaram a circular às 5h.

Assim como nos trens, no metrô haverá prolongamento da operação no horário do pico da tarde, em função da demanda.

Com a paralisação dos ônibus, a SuperVia teve um aumento de número de passageiros nesta terça-feira

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Barcas

Na Ilha do Governador, no trajeto Cocotá–Praça XV, foi antecipada a operação no horário do pico da manhã em 30 minutos, reduzindo o intervalo entre as embarcações. As partidas começaram às 6h30, segundo a concessionária. Até as 9h30, cerca de 3,8 mil passageiros haviam sido transportados no trajeto.

Estão previstos aumento da oferta de lugares, com partidas simultâneas e∕ou embarcações de maior capacidade; e extensão da operação no horário do pico da tarde, com antecipação e prolongamento em 60 minutos nas partidas para a Praça XV.

BRT Transoeste

Segundo Prefeitura, cerca de 20% da frota de ônibus está circulando entre as estações Alvorada e Santa Cruz. Por medida de segurança, está suspensa a circulação no eixo da Avenida Cesário de Melo, no trecho entre as estações Santa Cruz e Campo Grande.

Por volta das 9h, a frota já circulava com 40% dos ônibus no BRT.

Justiça considera ilegal a paralisação

A Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, afirmou que a Justiça considerou ilegal a paralisação de 48 horas dos rodoviários do Município do Rio, que teve início na madrugada desta terça-feira. De acordo com a decisão da juíza Andréia Florêncio Berto, Hélio Alfredo Teodoro, Maura Lúcia Gonçalves, Luís Claudio da Rocha Silva e Luiz Fernando Mariano, líderes da comissão de grevistas, estão proibidos de incitar os grevistas e se aproximarem das garagens das empresas.

Polícia Militar faz a segurança da garagem de uma empresa de ônibus na Central do Brasil

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

A Justiça, que lembrou da violência na paralisação da última quinta-feira, fixou multa de R$ 10 mil por cada ato de descumprimento da decisão. Já a Rio Ônibus afirmou que vai entrar na manhã desta terça com um pedido no Tribunal Regional do Trabalho para que considere ilegal e abusivo a greve.

O sindicato das empresas afirma que está em vigência um acordo firmado com o sindicato dos rodoviários que assegura o reajuste salarial de 10% e o aumento de 40% da cesta básica, retroativos ao dia 1º de abril, que já estão sendo pagos agora no mês de maio.

Greve foi decidida após audiência

A audiência de conciliação na tarde de segunda-feira, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), entre a comissão do movimento Rodoviário em Luta, que lidera a greve, o Rio Ônibus (que representa as empresas) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Urbanos (Sintraturb), que é contra a paralisação, terminou sem acordo. A decisão de parar foi tomada logo após a reunião, em assembleia em frente ao local.

Os líderes da comissão de dissidentes do sindicato que participaram da audiência comunicaram aos mais de 500 rodoviários presentes que o Rio Ônibus se negou a fazer uma contraproposta e manteve o acordo fechado com o Sintraturb de reajuste de 10% e R$ 140 de cesta básica. Os grevistas pedem aumento de 40%, R$ 400 de auxílio-alimentação e fim da dupla função (ônibus sem cobradores).

Na quinta-feira passada, por conta da greve dos rodoviários, manifestantes realizam piquetes nas garagens das empresas, a maioria na Zona Oeste. De acordo com a Rio Ônibus, 325 coletivos foram depredados. Apenas 30% da frota circulou nas ruas, ainda segundo a entidade que representa as empresas.

O Dia