Hopi Hari estava funcionando com poucas atrações em operação antes da pausa anunciada nesta sexta-feira (12)
Reprodução/Facebook/Hopi Hari

Hopi Hari estava funcionando com poucas atrações em operação antes da pausa anunciada nesta sexta-feira (12)

A paralisação das atividades do Hopi Hari pode representar danos que vão além dos usuários do parque. Uma possível venda estaria aliada a sonegação de impostos e calote no
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com reportagem do EStadão, o parque vinha enfrentando problemas judiciais para apresentar um plano de recuperação.A primeira versão do documento não foi bem recebido pelo administrador designado pelo juiz da 1.ª Vara Cível da Comarca de Vinhedo, para acompanhar o processo. “É um plano que não para de pé. Os laudos são antigos. Nem mesmo o balanço financeiro da empresa é atual”.

Ainda de acordo com a publicação, o parque foi intimado a convocar uma assembleia de credores.Se for de interesse da maioria, pode ser solicitada a falência do empreendimento, uma alternativa defendida pelo representante do Ministério Público em Vinhedo. “A falência, porém, vai depender do que quer o BNDES, que tem R$ 250 milhões investidos no parque. O banco vai ser o fiel da balança, mas ele não deve participar dessa primeira assembleia”, disse fonte ouvida pela reportagem.

Pausa nas operações

A nota divulgada nesta sexta-feira que o parque vive uma pausa, mas não apontou a data para a volta das atividades.

“O Hopi Hari segue vivo. Estamos fazendo apenas uma pausa, para respirar, tomar fôlego e voltar à luta com mais força. Sabemos que os bárbaros continuarão atacando. Mas nós vamos continuar com nosso sonho vivo, o de fazer do Hopi Hari um grande palco para a alegria e a diversão”, diz a publicação.

De acordo com a nota, uma série de reportagens que expuseram a situação do parque nesta semana acabaram prejudicando negociações com investidores. “Esta gestão se caracteriza pela transparência. Então, não podemos esconder o impacto negativo que essa onda de ataques (organizados?) teve em nossas negociações com empresas e investidores. É necessária muita coragem para investir numa empresa que a mídia está “enterrando” viva, e cujo plano de recuperação judicial ainda não foi aprovado”, afirma.

“Entendemos perfeitamente as dúvidas dos investidores. O que não entendemos é a sanha e a crueldade que alguns meios demonstraram com relação ao Hopi Hari”, continua Abdalla.

A publicação afirmou que o parque estaria tratando com uma série de empresas interessadas em colocar dinheiro na operação do local: “Sabíamos que seria difícil convencer alguém a investir num parque em aquele estado. Mas, animados com o entusiasmo das pessoas perante uma nova gestão e com um projeto detalhado e um business-plan realista (bem pé no chão), conseguimos atrair o interesse de várias empresas e gestores de fundos nacionais e do exterior”.

Ainda em sua nota oficial, o Hopi Hari não tentou esconder os problemas enfrentados pela gestão atual. “As dificuldades eram conhecidas: dívidas, atrações paradas, pouco público, funcionários cansados de promessas não cumpridas e uma longa fila de problemas herdados de administrações passadas”, conta.

www.reporteriedoferreira.com.br Por Ig