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Ex-secretário estadual é preso em operação da Polícia Federal em MT

21/05/2014 13:14

O ex-secretário de estado Éder Moraes foi preso nesta terça-feira (20) pela Polícia Federal, durante a quinta fase da Operação Ararath. Na ação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas do governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), do deputado estadual José Riva (PSD), do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo Almeida, e de outros políticos. Há a informação de que um mandado de prisão foi expedido contra José Riva, porém, a detenção ainda não foi confirmada. A operação, deflagrada inicialmente no ano passado, apura suposto esquema de crimes financeiros e lavagem de dinheiro por meio de ‘factorings’ de fachada.

O advogado de Éder Moraes, Fábio Lessa, afirmou que o cliente dele foi conduzido para Brasília, onde deverá prestar depoimento. “Ainda não sabemos a medida a ser tomada. Vamos acompanhar o depoimento dele”, disse ao G1.

A ex-secretária de estado Janete Riva, esposa de José Geraldo Riva, disse ao G1 que os policiais estão dentro da residência do casal, no Bairro Santa Rosa, buscando documentos. Ela confirmou também que há um mandado de prisão contra o parlamentar e que ele deve ser preso. José Riva acompanha o cumprimento dos mandados de busca na casa dele. A defesa de Riva disse que ainda estava tomando conhecimento da operação para depois se pronunciar sobre o assunto.

Ao G1 a Secretaria de Comunicação do Estado confirmou que um mandado de busca e apreensão na residência do governador. Porém, informou que uma nota de esclarecimento deverá ser divulgada sobre o assunto. A Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá também informou que mandados de busca estão sendo cumpridos no gabinete do prefeito Mauro Mendes, no Palácio Alencastro, sede do executivo municipal.

A sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) também foi alvo da operação. Agentes da Polícia Federal foram até o local, no Centro Político Administrativo, e apreenderam documentos.

Detalhes da operação não foram divulgados pois, segundo a PF, há uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede a divulgação de dados referentes ao cumprimento dos mandados.

G1