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Candidato do PCB à Presidência defende descriminalização e legalização

17/08/2014 17:30

 

GNSU-1O candidato do PCB à presidência da República, Mauro Iasi, concedeu entrevista ao programa Tambaú Debate, da Nova Tambaú FM, ocasião em que defendeu a descriminalização do uso de drogas e a legalização de alguns tipos. Ele argumentou que isto diminuiria o número de mortes resultantes do combate ao tráfico.

“As drogas matam menos pessoas do que o combate às drogas. Hoje as drogas estão ligadas a interesses que não são aqueles se que expressam na ponta do sistema quando a droga tá sendo vendida, em que se envolve interesse do mercado internacional, do comercio de armas, do contrabando, e a maneira de tratar esse problema, ao nosso ver, passa, primeiro, pela descriminalização do usuário”, defendeu.

Para Iasi, o combate às drogas tem que ser encarado como ação de política pública de saúde, não forçada, de tratamento, de redução de danos, pro usuário de todo tipo de droga.

“Agora, alguns tipos de droga podem ser pensados na lógica da legalização, do controle da produção e da legalização desde que acompanhada de todo um trabalho da redução de danos, da saúde pública, pra enfrentar esse problema. Retirando a droga desse comércio clandestino, a gente enfrenta, em grande medida, os problemas que advêm dessa forma de ilegalidade que está gerando tanta insegurança na nossa sociedade”.

O candidato reforça que a maconha entra na lista daquelas primeiras drogas que poderiam ser pensadas na lógica da legalização. Mas o crack, por outro lado, deve ser combatido duramente, pelos efeitos perversos que causa. “Mas não pode ser combatida combatendo os usuários, escondendo-os da sociedade, fazendo internações forçadas. Essas pessoas têm que ser tratadas através do SUS, de políticas de redução de danos, e não criminalizadas”, contrapôs.

“O combate tem que ser às grandes organizações que estão por trás do tráfico. E isso pode ser combatido inclusive com o processo de descriminalização do usuário”, finalizou.