Avaliado em R$ 45 milhões, apartamento de Joesley Batista em Nova York é vendido, diz colunista de jornal
Cleia Viana/Câmara dos Deputados – 28.11.17

Avaliado em R$ 45 milhões, apartamento de Joesley Batista em Nova York é vendido, diz colunista de jornal

O apartamento de Joesley Batista, empresário da JBS, localizado em frente ao Museu de Arte Moderna, em Nova York, foi vendido. O imóvel foi o espaço onde o brasileiro se refugiou, quando veio à tona a sua delação com informações contra uma série de políticos. Na época, ele afirmou que estava correndo risco de vida.

As informações sobre a venda do apartamento de Joesley Batista são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo . Segundo ele, o imóvel de 685 m² estava avaliado em R$ 45 milhões. No entanto, não é dito qual o valor que foi pago pelo apartamento.

Venda de apartamento de Joesley Batista foi necessária

Joesley Batista passou seis meses preso sob a acusação de insider trading [informação privilegiada], sob a suspeita de usar informações obtidas por meio de seus acordos de delação premiada, para vender e comprar ações da JBSno mercado financeiro, gerando lucros, portanto. Porém, ele foi solto em março deste ano . 

Na última semana, porém, o empresário irmão de Wesley Batista também se tornou réu por corrupção na Justiça Federal no DF. A acusação é de que ele chegou a prometer vantagem indevida ao ex-procurador Marcello Miller para que atuasse em seu favor no fechamento do acordo de delação premiada. 

Para a acusação, documentos trocados entre Miller e integrantes do escritório de advocacia que o contratou comprovariam o “jogo duplo” no caso. Em troca, Miller receberia de Joesley R$ 700 mil.

Em meio a tais investigações, o empresário do grupo J&F deve, segundo o colunista, estar fazendo caixa para quitar suas dívidas com bancos e arcar com o valor de uma multa de R$ 10 bilhões, derivada do acordo de leniência com o Ministério Público Federal. 

O nome e os dados do comprador do apartamento de Joesley Batista não foram revelados pelo jornal O Globo . Porém, estima-se que a pessoa envolvida não seja brasileira e nem mesmo envolvida com a J&F ou a JBS. 

Por Ig