Alerj decide revogar prisão dos deputados Picciani, Paulo Melo e Albertassi

A decisão do Legislativo fluminense reverte o que determinou na quinta-feira (16) os cinco desembargadores da Primeira Seção do TRF-2 (Tribunal Federal da 2ª Região). A Corte mandou prender preventivamente os deputados a pedido do MPF (Ministério Público Federal), mas a decisão foi submetida à Alerj.

17.nov.2017 - A votação foi encerrada com 39 parlamentares a favor da soltura, 19 contra e uma abstenção

17.nov.2017 – A votação foi encerrada com 39 parlamentares a favor da soltura, 19 contra e uma abstenção

Os deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) decidiram revogar na tarde desta sexta-feira (17) a prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, assim como permitir o retorno imediato deles à Casa. A votação foi encerrada com 39 parlamentares a favor da soltura, 19 contra e uma abstenção. Para a aprovação do parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que recomendou a libertação dos peemedebistas, eram necessários 36 votos (maioria simples).

De acordo com a Alerj, o secretário da Mesa Diretora foi entregar a decisão dos deputados na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, para a soltura dos deputados.

Os três peemedebistas, que se entregaram na tarde de ontem na sede da Polícia Federal no Rio, no centro da capital, passaram a noite na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte, onde também está detido o ex-governador Sérgio Cabral PMDB.

A Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio, apura o uso da presidência e outros postos da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os parlamentares são suspeitos de favorecer interesses de empresários no Estado, entre os quais representantes do setor de transporte público e empreiteiras, em troca de propina.

PMs reprimem ato e Justiça garante acesso à votação Enquanto os deputados decidiam o destino de Picciani, Melo e Albertassi, policiais militares do Rio de Janeiro lançaram bombas de efeito moral e balas de borracha contra manifestantes, que se concentravam na frente do Palácio Tiradentes, sede Legislativo Fluminense.

www.reporteriedoferreira.com.br   Por Agências